- Pelo menos dois casos de sarampo foram confirmados no centro de detenção para crianças e pais na Dilley, Texas.
- O vírus segue se espalhando nos Estados Unidos, com surtos em estados como Carolina do Sul, Arizona e Utah.
- O grupo detido inclui crianças e familiares que vivem em condições lotadas, o que facilita a transmissão do sarampo.
- Autoridades locais passaram a oferecer doses da vacina contra sarampo no local, enquanto não houve campanha nacional de vacinação.
- Especialistas lembram que a vacinação é a medida mais eficaz para conter o surto, que já somou centenas de casos no país neste ano.
Dois casos de sarampo foram confirmados no centro de detenção de Dilley, no sul do Texas, que abriga crianças e seus pais sob custódia de imigração. A confirmação ocorreu na última sexta-feira, em meio ao aumento de casos no país. As autoridades informaram que estão oferecendo vacinas contra o sarampo aos detidos.
A unidade de detenção, uma das duas instalações para famílias nos EUA, está sob medidas para conter a transmissão. A reportagem aponta que o centro tem mantido os internos em bloqueio e que equipes de saúde trabalham para imunizar quem ainda não está vacinado, conforme declaração da Secretaria estadual de Saúde do Texas.
Segundo especialistas ouvidos, a propagação do sarampo é favorecida por condições de aglomeração e pela vacinação ainda insuficiente em algumas comunidades. A taxa de vacinação baixa aumenta o risco de surtos em ambientes fechados, como centros de detenção.
O Centro de Detenção de Dilley já havia sido alvo de protestos e de relatos de familiares separados. Em comunicado anterior, as autoridades locais disseram que não houve movimentos internos de detidos entre a cidade e o centro durante o surto, mantendo routines de contenção.
Entre as medidas adotadas, está a suspensão de movimentação dentro da instalação. Especialistas ressaltam que, fora do espaço, o vírus pode se espalhar com maior rapidez se não houver campanhas de vacinação amplas e rápidas.
Profissionais de saúde pública destacam que campanhas nacionais de vacinação são cruciais para interromper a transmissão. Instituições de saúde ressaltam que a MMR é segura e eficaz, porém algumas pessoas não podem ser vacinadas, como gestantes ou pacientes em tratamento imunossupressor.
Responsáveis pelo ICE não responderam até o fechamento desta edição sobre a movimentação de funcionários entre a comunidade e o centro, nem sobre o lançamento de uma campanha de vacinação nacional. Em paralelo, autoridades locais continuam monitorando o andamento do surto e a adesão à imunização na região.
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