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Novo método de IA identifica quais dinossauros deixaram pegadas

Nova IA identifica qual dinossauro deixou cada pegada, com base em oito traços, após analisar 1.974 silhuetas ao longo de 150 milhões de anos

Paleontólogo Sebastián Apesteguia mede pegada de dinossauro na Bolívia
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  • Pesquisadores desenvolveram um método com inteligência artificial para identificar qual dinossauro deixou uma pegada, com base em oito atributos da pegada.
  • O aperfeiçoamento envolveu o algoritmo analisando 1.974 silhuetas de pegadas que abrangem 150 milhões de anos da história dos dinossauros.
  • As oito características consideradas incluem carga e forma da pegada, posição da carga, distância entre os dedos, como os dedos se ligam ao pé, posição do calcâneo, carga do calcâneo, ênfase dos dedos frente ao calcanhar e a assimetria entre os lados.
  • O objetivo é classificar e comparar pegadas de forma objetiva, reduzindo a dependência da interpretação humana subjetiva.
  • Mesmo com o algoritmo, identificar quem fez uma pegada continua incerto, pois a forma depende de fatores como locomção, umidade, substrato e erosão ao longo do tempo.

Os cientistas apresentaram um método que usa inteligência artificial para identificar qual dinossauro deixou cada pegada, com base em oito traços de uma pegada. O estudo analisa 1.974 silhuetas de pegadas, cobrindo cerca de 150 milhões de anos.

O trabalho é liderado pelo físico Gregor Hartmann, do Helmholtz-Zentrum Berlin, e é publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences. Steve Brusatte, paleontólogo da Universidade de Edimburgo, é coautor e destaca o desafio de associar pegadas aos seus criadores.

Segundo os autores, pegadas fósseis variam muito por fatores como atividade do animal, umidade e tipo de solo. Mesmo o mesmo dinossauro pode deixar pegadas com formatos diferentes, o que reforça a necessidade de métodos objetivos.

Metodologia

O algoritmo avaliou oito atributos de cada pegada: carga, forma, posição da carga, distância entre dedos, conectividade dos dedos ao pé, posição do calcanhar, presença de calcanhar, e diferença de formato entre os lados.

Especialistas já tinham classificado parte das pegadas, mas o modelo mapeia de forma sistemática a relação entre características e tipos de dinossauro. O objetivo é orientar futuras identificações com menos subjetividade.

Implicações e próximos passos

Os pesquisadores ressaltam que a precisão depende de condições da pegada e do registro fóssil. A ferramenta oferece uma base para comparação padronizada entre pegadas diversas.

O estudo aponta que, ao combinar pegadas com seus prováveis criadores, é possível obter uma visão mais clara dos ecossistemas do passado. O método pode ampliar o conjunto de dados usados por paleontólogos.

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