- Revisão de estudos aponta risco emergente do vírus oropouche para gestantes, com possível transmissão vertical e danos neurológicos no feto.
- Não há antiviral específico; recomenda-se manejo clínico adequado e monitoramento gestacional, com manual de prevenção, diagnóstico e manejo elaborado pela Febrasgo em parceria com o Ministério da Saúde.
- Diagnóstico pode ser confundido com dengue, chikungunya, febre amarela e zika; é preciso associação de sintomas, histórico epidemiológico e exames laboratoriais.
- Maior incidência em Espírito Santo e Rio de Janeiro; no Brasil, foram registrados treze mil oitocentos e um casos em dois mil e vinte e quatro, com duas mortes, e onze mil setecentos e seis casos até junho de dois mil e vinte e cinco.
- Especialistas destacam necessidade de ampliar vigilância epidemiológica, diagnóstico laboratorial e integração do acompanhamento de gestantes nos serviços de saúde para reduzir riscos.
O vírus oropouche, transmitido por insetos, pode representar risco emergente para gestantes e bebês no Brasil. Nova revisão aponta transmissão vertical, com infecção de células placentárias e possível comprometimento neurológico do feto. Ainda não há tratamento antiviral.
A pesquisa indica diagnósticos diferenciais necessários em gestantes, já que sintomas são similares a dengue, chikungunya, zika e febre amarela. A identificação correta permite monitoramento fetal e estratégias de controle do vetor.
O estudo envolve pesquisadores da USP, UFCSPA e outras instituições brasileiras, e foi publicado em revista especializada. O vírus já foi isolado no Brasil em 1960 e, hoje, a incidência é maior no Espírito Santo e no Rio de Janeiro.
Contexto clínico e vigilância
A dengue de oropouche pode confundir diagnósticos clínicos; recomenda-se avaliação combinada de sintomas, histórico epidemiológico e exames laboratoriais. Não há antivirais específicos; o manejo clínico é essencial.
Professores e médicos destacam a necessidade de integrar gestantes em serviços de saúde com acompanhamento multiprofissional. Um manual de manejo durante a gravidez foi desenvolvido pela Febrasgo em parceria com o Ministério da Saúde.
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