Em Alta NotíciasAcontecimentos internacionaisFutebolConflitosPolítica

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Vida passa diante dos olhos na morte? O que a ciência diz

Estudo sugere que, ao morrer, o cérebro pode ativar oscilações gama ligadas à memória, sugerindo possíveis lembranças finais antes do desligamento

Imagem do autor
Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Fotografia de um carretel de filme retrô.
0:00
Carregando...
0:00
  • Estudo de 2022 aponta que, ao morrer, o cérebro pode ativar oscilações gama, faixas ligadas à memória, possívelmente relembrando momentos importantes.
  • A observação ocorreu em um paciente de 87 anos, durante exame de EEG, quando ele sofreu um ataque cardíaco e faleceu; foi a primeira gravação de um cérebro morrendo.
  • O estudo admite limitações, pois é apenas um único caso e o quadro envolvia hemorragia, convulsões e inchaço, o que dificulta generalizações.
  • Em 2023, outro estudo com quatro pacientes mostrou, em dois deles, atividade gama acentuada após a hipóxia causada pela parada de ventilação, sugerindo cérebro ainda ativo perto da morte.
  • Também em 2023, uma revisão que analisou estudos em animais indicou que o cérebro pode apresentar atividade elétrica coordenada logo após o desligamento do fluxo sanguíneo, mas ainda não há evidência direta ligada a relatos subjetivos de quase-morte.

Um estudo financiado por pesquisadores da Universidade de Louisville apontou que, ao morrer, o cérebro pode apresentar alterações em uma faixa específica de ondas cerebrais. A descoberta foi feita durante monitoramento de um paciente de 87 anos em tratamento contra convulsões. O falecimento ocorreu durante um exame de EEG, permitindo registrar pela primeira vez a atividade neural em um cérebro morrendo.

As oscilações envolvidas são as chamadas ondas gama, associadas à memória. O estudo liderado pelo Dr. Ajmal Zemmar sugere que o cérebro pode reativar lembranças de eventos marcantes pouco antes do óbito, num fenômeno similar ao descrito em experiências de quase morte.

O que aconteceu ocorreu em 2022, quando o paciente passou por EEG durante um episódio cardíaco que resultou em morte. O pesquisador destacou que o caso isolado não permite generalizações, pois houve hemorragia, convulsões e edema que podem ter influenciado os resultados.

Progresso científico

Em 2023, outra análise avaliou quatro pacientes que morreram sob observação. Em dois deles houve atividade gama acentuada após desligamento de ventilação. Os autores ressaltaram que ainda não é possível concluir sobre o significado fisiológico dessas ocorrências.

O mesmo grupo também publicou uma revisão em 2023, revisando estudos com animais e humanos para entender o que ocorre no cérebro durante a morte. A revisão aponta que o cérebro pode permanecer ativo após a cessação circulatória, com surtos de ondas de alta frequência observados em modelos experimentais.

Implicações e limitações

Os autores admitem que ainda não há evidências diretas ligando lembranças subjetivas relatadas por pacientes a alterações neurofisiológicas no momento da morte. Mesmo assim, indicam que a ideia de o cérebro manter atividade ligada à memória não pode ser descartada.

A ideia de que a ficção cinematográfica do “filme da vida” pode ter uma base científica é reforçada pelos resultados. Contudo, especialistas destacam a necessidade de mais dados antes de extrair conclusões sobre memórias ou experiências no fim da vida.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais