- Entre 2022 e 2024, a proporção de casos novos identificados por meio do exame de contatos subiu de 9,6% para 13,3%, evidenciando aumento da detecção precoce sob o SUS.
- A oferta de testes ganhou impulso: mais de 307 mil testes rápidos distribuídos em 2023; kits para PCR em 2,8 mil unidades de atendimento dos LACENs, com atuação em todos os estados.
- O teste LPA para resistência antimicrobiana começou em 2024, com expansão prevista para Minas Gerais em 2025 e mais quatro estados neste ano.
- A retomada do diagnóstico refletiu na melhoria dos indicadores: taxa de detecção subiu para 10,41% em 2024, após queda durante a pandemia.
- Casos em menores de 15 anos reduziram, com queda de 3,86% de 2023 para 2024 (de 958 para 921), e projeção parcial de 676 casos em 2025; a Estratégia Nacional busca manter municípios sem casos novos autóctones por pelo menos cinco anos.
O Ministério da Saúde ampliou significativamente o diagnóstico da hanseníase entre 2022 e 2024. A detecção por meio do exame de contatos aumentou de 9,6% para 13,3%, impulsionada pela ampliação da testagem e pela vigilância ativa no SUS. Essa mudança ocorreu com foco na detecção precoce da doença.
Entre as medidas implementadas, destaca-se a oferta de testes rápidos no SUS em 2023, com mais de 307 mil avaliações realizadas. Em 2024, iniciou-se a implantação do exame PCR nos LACEN, com 2,8 mil kits distribuídos, atendendo 1,4 mil pessoas no ano anterior.
O teste LPA para resistência antimicrobiana começou em 2024, inicialmente em 11 LACENs, com expansão prevista para Minas Gerais em 2025 e mais quatro estados neste ano. A retomada diagnóstica também ajudou a recuperar indicadores após o impacto da pandemia de Covid-19.
Avanços em diagnóstico e tratamento
A taxa de detecção, que caiu de 13,23 em 2019 para 8,49 em 2020, voltou a subir e atingiu 10,41 em 2024. A vigilância de contatos segue como estratégia central para evitar o agravamento da doença. O atraso diagnóstico gerou atraso no acesso aos serviços de saúde durante a pandemia.
A atuação da Atenção Primária à Saúde ganhou força, aumentando o acesso a tratamento e prevenção de incapacidades. Em 2024, os atendimentos relacionados à hanseníase superaram 194 mil, frente a 140 mil em 2022. O número de pacientes em tratamento também cresceu, para 27,4 mil em 2024.
Em 2025, o Ministério distribuiu 3,4 milhões de medicamentos para hanseníase, incluindo mais de 390 mil esquemas de poliquimioterapia (PQT). Os números refletem maior continuidade do cuidado e abrangência de ações.
Queda de casos entre menores de 15 anos
Em 2024, o Brasil registrou 20,6 mil casos novos de hanseníase. Em relação aos menores de 15 anos, houve queda de 3,86% entre 2023 e 2024, com 921 casos nesse grupo. Dados parciais de 2025 apontam 676 casos nessa faixa etária.
A estratégia nacional para o enfrentamento da hanseníase permanece alinhada à OMS, com metas de vigilância, diagnóstico e cuidado. O objetivo é reduzir a transmissão, assegurando que 87,5% dos municípios não registrem novos casos autóctones em menores de 15 anos por cinco anos consecutivos.
Em 2019, 73,1% dos municípios atingiam esse patamar; em 2024, o índice subiu para 80,6%, evidenciando avanços consistentes no enfrentamento da doença. O Ministério da Saúde segue trabalhando em parceria com estados e municípios.
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