- O governo britânico vai investir £2 bilhões no NHS para transformar os serviços de câncer na Inglaterra, com diagnósticos mais rápidos, tratamento mais ágil e mais apoio aos pacientes.
- A meta é que, até 2035, 75% dos pacientes estejam livres da doença ou vivam bem, o que equivaleria a cerca de 320 mil vidas a mais salvas ao longo de dez anos.
- Atualmente, alguém é diagnosticado com câncer a cada 75 segundos no Reino Unido.
- O plano prevê 9,5 milhões de testes adicionais até 2029, mais scanners, tecnologia digital e testes automatizados; centros de diagnóstico comunitários devem funcionar 12 horas por dia, sete dias por semana.
- A documentação também projeta aumento de procedimentos assistidos por robô de 70 mil para 500 mil até 2035, além de uso de testes genômicos para orientar o tratamento.
O governo britânico anunciou um plano para elevar a sobrevivência de pacientes com câncer na Inglaterra, com investimento de 2 bilhões de libras no NHS. O objetivo é transformar os serviços oncológicos, acelerar diagnósticos e ampliar o suporte aos pacientes, em meio a dados que apontam um diagnóstico a cada 75 segundos no Reino Unido.
Segundo o Departamento de Saúde e Cuidados Sociais (DHSC), a iniciativa prevê cumprir todas as metas de tempo de espera até 2029 e estabelecer, a partir de 2035, que 75% dos pacientes estejam livres da doença ou vivam bem com ela cinco anos após o diagnóstico. Atualmente, a sobrevida em cinco anos fica em torno de 60%.
O plano detalha ainda medidas para ampliar testes, ampliar o uso de tecnologia e ampliar a capacidade de diagnóstico rápido. Serão investidos 2,3 bilhões de libras para realizar 9,5 milhões de exames adicionais até 2029, com mais scanners, tecnologia digital e testes automatizados.
Investimento e metas
A proposta prevê que alguns centros de diagnóstico comunitário funcionarão 12 horas por dia, sete dias por semana. A quantidade de procedimentos robóticos deverá crescer de 70 mil para até 500 mil até 2035, reduzindo complicações e liberando leitos. A estratégia também prevê testes genômicos para todos os pacientes elegíveis, visando indicar o tratamento mais adequado.
Especialistas ouvidos pela imprensa destacam que a meta de alcançar 75% de sobrevivência em cinco anos até 2035 é ambiciosa e requer implementação sólida de várias frentes. A crítica aponta a necessidade de acelerar o fluxo de diagnóstico, melhoria na partilha de exames de imagem e de patologia, além de uma coordenação eficaz entre serviços.
Reações e próximos passos
Representantes de organizações de câncer elogiaram a ambição do plano, destacando a necessidade de mudanças estruturais na NHS. Questionamentos surgem quanto à viabilidade de cumprir todas as três metas de tempo de espera até 2029 sem alterações significativas no sistema. O governo afirma que o pacote facilitará diagnósticos mais rápidos e tratamentos mais tempestivos, com impacto na qualidade de vida dos pacientes.
Profissionais da área ressaltam que a melhoria depende da implantação de tecnologias modernas e da integração entre centros de diagnóstico. Especialistas enfatizam que resultados dependerão da capacidade de reduzir gargalos existentes e de expandir a rede de atendimento sem comprometer outras áreas da assistência médica.
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