- Pesquisadores do MIT desenvolveram um sistema de ultrassom portátil que pode ser usado em casa ou em consultórios para detectar tumores de mama mais cedo, especialmente em pessoas com alto risco.
- O conjunto é composto por uma sondinha de ultrassom ligada a uma placa de aquisição e processamento, menor que um smartphone, capaz de gerar imagens 3D em tempo real a partir de dois ou três pontos.
- O sistema funciona com alimentação de 5 V e pode ser conectado a um notebook para visualização das imagens; o custo estimado da placa é de cerca de 300 dólares.
- Em teste inicial com uma mulher de 71 anos, o dispositivo conseguiu imagear cistos com uma representação 3D sem lacunas, lembrando que o alcance de profundidade é de até 15 centímetros.
- Pesquisas seguem em um ensaio clínico maior e visam, no futuro, tornar o equipamento ainda menor e conectá-lo a um aplicativo de smartphone com IA para orientar o melhor local de aplicação.
A equipe do MIT desenvolveu um sistema de ultrassom miniaturizado que pode facilitar a detecção precoce do câncer de mama. O dispositivo é portátil, podendo ser usado em casa ou no consultório, especialmente para pessoas com alto risco.
O conjunto é composto por uma sonda de ultrassom conectado a uma placa de aquisição e processamento, menor que um smartphone. Ligado a um notebook, ele reconstrói imagens 3D em tempo real com ângulo amplo.
“Tudo é mais compacto, o que facilita o uso em áreas rurais ou para quem enfrenta barreiras tecnológicas”, afirma Canan Dagdeviren, professora associada do MIT e autora sênior do estudo.
Sistema portátil e acessível
O estudo mostra que o novo sistema usa menos energia e custa cerca de 300 dólares para fabricar a placa, com componentes comerciais. A sonda, menor que uma carta, tira imagens 3D ao varrer dois ou três pontos.
A ideia é que o conjunto caiba em uma configuração de uso externo, ligado a um laptop para visualizar os exames. O objetivo é ampliar o acesso à ultrassonografia, especialmente fora de grandes centros.
Detecção precoce e próximos passos
Cancers de mama intervalares, que aparecem entre mamografias anuais, representam 20% a 30% dos casos e costumam ser mais agressivos. A detecção precoce aumenta as chances de tratamento bem sucedido.
O estudo mostrou espectro de imagem de tecido de até 15 cm de profundidade, com avaliação de uma voluntária de 71 anos. A paciente tinha histórico de cistos mamários, segundo os pesquisadores.
Os autores planejam ampliar o uso com um ensaio clínico maior no MIT Center for Clinical and Translational Research e no Massachusetts General Hospital. Um segundo objetivo é reduzir ainda mais o tamanho do processamento e inserir IA para orientar a posição da sonda.
Perspectivas e financiamento
A equipe trabalha em uma versão ainda menor, do tamanho de uma unha, conectável a um smartphone para visualização. Também tramam um aplicativo que utiliza IA para guiar a paciente ao melhor local de aplicação.
O trabalho foi liderado por Colin Marcus e Md Osman Goni Nayeem, com coautores de doutorandos, estagiários e pesquisadores do MIT e do MGH. A pesquisa foi financiada por NSF CAREER, 3M, Lyda Hill Foundation e MIT Media Lab.
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