- Nos anos sessenta, nos Estados Unidos, surgiu o projeto Dolphin House no Caribe, para tentar ensinar golfinhos a falar inglês, liderado pelo Dr. John Lilly.
- A pesquisadora Margaret Howe Lovatt passou seis dias por semana convivendo dentro do aquário com o golfinho Peter, em uma tentativa de aproximar humanos e cetáceos.
- Peter demonstrou curiosidade pela pesquisadora e houve episódios de contato próximo observados pela equipe durante as aulas de linguagem.
- O projeto acabou sem resultados práticos; após três meses, foi encerrado e Peter foi transferido para um laboratório em Miami, onde morreu semanas depois.
- A Dolphin House foi fechada, Lilly seguiu pesquisando formas de comunicação com golfinhos, e a história ganhou notoriedade anos depois pela imprensa, incluindo uma matéria sensacionalista.
A Dolphin House, nos anos 60, marcou uma etapa singular na busca por comunicar-se com golfinhos. O laboratório, no Caribe, reuniu o físico John Lilly e três cetáceos: Peter, Pamela e Sissy. A ideia era testar se era possível aprender inglês com os animais.
Lilly defendia que golfinhos podiam ser ensinados a se expressar em língua humana. A hipótese ganhou força após relatos de imitação de sons humanos observados por sua esposa, Mary. O projeto ganhou visibilidade com o livro Man and Dolphin, de 1961.
A intervenção de Margaret Howe Lovatt
Margaret Howe Lovatt, moradora local sem formação técnica, passou a conviver 24 horas com Peter para observar comportamentos e tentar facilitar a comunicação. A ideia era estabelecer vínculos mais próximos entre humana e animal.
Lovatt morou no laboratório com Peter por semanas, ocupando espaço no elevador e trabalhando ao lado do golfinho. A dinâmica incluía convivência contínua e jornadas administrativas mantidas em uma estrutura improvisada.
O embate entre ciência e controvérsia
Durante o experimento, Peter demonstrou curiosidade pela anatomia de Lovatt, o que levou a ajustes no protocolo para não prejudicar o andamento das lições. As observações também geraram debates sobre ética e bem‑estar animal.
No fim dos três meses, o governo encerrou o convívio e o Dolphin House foi fechado. Peter foi transferido para Miami, em condições precárias, e com o tempo acabou se suicidando, segundo relatos da época envolvendo a respiração consciente dos golfinhos.
Desfecho da investigação científica
John Lilly continuou pesquisando formas de comunicação com golfinhos, mas sem alcançar a meta de ensinar inglês. O projeto não teve continuidade, e outros enfoques experimentais passaram a dominar as linhas de pesquisa na área de comunicação entre espécies.
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