- A tadalafila é indicada para disfunção erétil e surgiu nos anos 1990 originalmente para tratar angina, mas acabou melhorando a ereção.
- As vendas no Brasil cresceram de 3 milhões de unidades em 2015 para 64 milhões em 2024, tornando-se o quinto genérico mais vendido naquele ano.
- O medicamento requer receita e avaliação de um profissional de saúde para evitar interações e efeitos adversos.
- Funciona ao inibir a enzima PDE5, mantendo o efeito do óxido nítrico e facilitando a ereção; é necessário estímulo sexual e não aumenta o desejo.
- O efeito começa entre trinta minutos e uma hora após a ingestão, pode durar até 36 horas; possíveis efeitos adversos incluem queda de pressão, tontura, dores de cabeça, visão turva e sensibilidade à luz, além de risco de dependência psicológica. Evite uso excessivo de álcool.
A tadalafila ganhou popularidade como tratamento da disfunção erétil, embora tenha sido desenvolvida nos anos 1990 para angina. Estudos indicaram, inicialmente, benefício cardíaco menor do que o esperado, mas uma ereção facilitada pelo aumento do fluxo sanguíneo surgiu como efeito colateral.
Vendas no Brasil cresceram muito nos últimos anos. Em 2015 foram 3 milhões de unidades comercializadas, chegando a 64 milhões em 2024. Em 2024, o medicamento figurou entre os genéricos mais vendidos do país, impulsionado pelo boca a boca.
Apesar da alta demanda, a tadalafila exige receita médica. O Conselho Federal de Farmácia aponta que o uso é seguro com avaliação profissional, evitando interações e efeitos adversos que podem incluir problemas cardiovasculares.
Como funciona no corpo
Quando há excitação, o cérebro envia sinais que liberam óxido nítrico NO, acelerando a produção de cGMP, que relaxa a musculatura do pênis e permite o enchimento sanguíneo.
A PDE5 quica o cGMP, encerrando a ereção. A tadalafila inibe a PDE5, mantendo o cGMP ativo e facilitando a obtenção e manutenção da ereção, com maior durabilidade.
Ação costuma começar entre 30 minutos e 1 hora após o consumo, podendo durar até 36 horas. Não é ereção constante, mas maior facilidade para obter e sustentar o desempenho.
Uso responsável e limites
O efeito depende de estímulo sexual; a tadalafila não aumenta desejo nem provoca ereções espontâneas. A automedicação é contraindicada por riscos de quedas de pressão e eventos cardíacos.
O uso com álcool pode intensificar tontura e queda de pressão. Em alguns casos, podem ocorrer efeitos adversos como dor de cabeça, visão turva e fotofobia, exigindo avaliação médica.
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