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Monitoramento clínico do HIV/AIDS na população trans fortalece decisões no SUS

Monitoramento clínico da população trans amplia evidências para ações do SUS; aponta avanços no acesso e lacunas ligadas a estigma

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
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  • Foi publicado o Monitoramento clínico do HIV e da aids na população trans, com foco em mulheres trans e travestis, a partir de dados nacionais do sistema de saúde.
  • O documento, divulgado em celebração ao Dia Nacional da Visibilidade Trans, reforça o uso da identidade de gênero como eixo para evidências e decisões no Ministério da Saúde.
  • O monitoramento descreve a cascata de cuidado, desde diagnóstico até supressão viral, e analisa início e continuidade do tratamento antirretroviral, destacando avanços e lacunas ligadas a estigma e discriminação.
  • A publicação aponta desigualdades por raça/cor, escolaridade e território, e reforça o papel da vigilância em orientar ações focalizadas para reduzir injustiças históricas no HIV e na AIDS.
  • Em 29 de janeiro, às 15h, haverá webinário “Diálogos em Prevenção: Monitoramento Clínico de HIV e Aids na População Trans” para debater o tema, com transmissão pelo canal da SVSA/MS.

O Monitoramento clínico do HIV e da AIDS na população trans ganhou importância nacional ao ser publicado como Sumário Executivo 2025, neste mês, em Anlass ao Dia Nacional da Visibilidade Trans, celebrado em 29 de janeiro. O estudo agrega dados do SUS para acompanhar o percurso de cuidado de pessoas trans com HIV e/ou AIDS.

O material, divulgado pelo Ministério da Saúde, utiliza a identidade de gênero como eixo de análise. Ele descreve a cascata de cuidado, desde o diagnóstico até a supressão viral, e analisa início, continuidade do tratamento antirretroviral e interrupções no cuidado. O objetivo é orientar políticas públicas mais eficazes.

O documento aponta avanços no acesso ao diagnóstico e ao tratamento entre mulheres trans e travestis, ao mesmo tempo em que revela lacunas estruturais. Estigma e discriminação aparecem como entraves à vinculação e à adesão sustentada aos serviços de saúde.

Segundo Mariângela Simão, secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, o relatório evidencia desigualdades por raça/cor, escolaridade e território. A leitura orienta ações mais focalizadas e fortalecer a integração entre vigilância e atenção à saúde.

A publicação reforça o compromisso do SUS com atenção integral sem discriminação e baseada nos direitos humanos. Ao dar visibilidade às trajetórias de cuidado, subsidia a qualificação de equipes e o enfrentamento de barreiras institucionais, como transfobia.

A vigilância com dados desagregados por identidade de gênero contribui para metas nacionais e globais de enfrentamento da AIDS até 2030. A atualização cadastral é destacada como crucial para ampliar a visibilidade da população trans.

O Ministério da Saúde divulgou, em 2025, notas técnicas com orientações para fortalecer o monitoramento clínico e ações equitativas voltadas à população trans. As diretrizes serão debatidas em um webinário nesta quinta (29), às 15h.

O evento, intitulado Diálogos em Prevenção: Monitoramento Clínico de HIV e Aids na População Trans, será transmitido pelo canal da SVSA/MS no Youtube. A divulgação busca ampliar a produção de evidências para decisões no SUS.

Ministério da Saúde.

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