- O Ministério da Saúde classificou janeiro como surto de doença de Chagas em Ananindeua, Pará, com quatro mortes e cerca de 14 casos.
- Entre as mortes está uma menina de 11 anos; os casos já superam em 30% os registrados no mesmo período do ano anterior; em 2025 foram 45 casos, sendo 26 em dezembro.
- A Secretaria Municipal de Saúde segue protocolos com apoio técnico do Instituto Evandro Chagas e monitora 40 casos suspeitos.
- Aproximadamente 200 agentes comunitários percorrem as moradias, e no bairro Cidade Nova cerca de duas mil famílias receberam orientação.
- O MS aponta surto associado à transmissão oral; a prefeitura atua com o projeto Casa do Açaí para qualificação e segurança alimentar (840 capacitados em 2025, 130 em 2026 até agora); canal de denúncias via Whatsapp é (91) 98051-1967.
A Ananindeua, município do Pará, registrou um surto da doença de Chagas em janeiro, com quatro mortes e cerca de 14 casos confirmados. A mudança de classificação ocorreu após o aumento significativo de ocorrências na cidade. O Ministério da Saúde aponta transmissão associada à via oral como o eixo do surto.
A Secretaria Municipal de Saúde informou seguir os protocolos do Ministério, com apoio técnico do Instituto Evandro Chagas. Além dos casos já notificados, há cerca de 40 suspeitos em monitoramento pela pasta. A cidade contabiliza mortes que superam o total de cinco anos.
Segundo a prefeitura, aproximadamente 200 agentes comunitários atuam porta a porta, reforçando ações de saúde. No bairro Cidade Nova, esse trabalho alcançou cerca de duas mil famílias. A iniciativa busca orientar moradores sobre prevenção e manejo de alimentos.
Medidas adotadas e ações de combate
O Ministério da Saúde descreve o cenário como um surto associado à transmissão oral, em investigação conjunta com a Secretaria Estadual de Saúde do Pará, a Anvisa e os Centros de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde. A vigilância acompanha casos e investiga fontes de contaminação.
A doença de Chagas pode ser transmitida por alimentos contaminados com fezes do inseto barbeiro. Em Ananindeua, o manejo do açaí é apontado como principal fator de risco, segundo a Secretaria Municipal de Saúde. Iniciativas locais atuam para reduzir esse vínculo.
Uma das ações é a Casa do Açaí, projeto de qualificação profissional e segurança alimentar. Em 2025, 840 pessoas foram capacitadas; em 2026, 130 trabalhadores já passaram pelo curso. Novos encontros estão previstos para fevereiro e março.
A Vigilância em Saúde mantém canal aberto para denúncias e dúvidas, de segunda a sexta, das 8h às 18h, via WhatsApp (91) 98051-1967. O contato oferece orientação e coleta de informações para monitoramento.
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