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Governo cria o primeiro Centro de Clima e Saúde na Amazônia

Porto Velho inaugura o primeiro Centro de Clima e Saúde, ligado à Fiocruz, com aproximadamente R$ 60 milhões, para monitorar impactos climáticos na Amazônia e fortalecer o SUS

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
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  • O Ministério da Saúde inaugurou, nesta terça-feira, em Porto Velho, o primeiro Centro de Clima e Saúde do país, com foco na Amazônia, vinculado à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
  • O centro, que integra o AdaptaSUS, tem investimento total de aproximadamente R$ 60 milhões, com recursos do Ministério da Saúde e da Fiocruz, e busca produzir conhecimento, formar profissionais e fortalecer a resposta do SUS a impactos climáticos.
  • O ministro Alexandre Padilha afirmou que o CCSRO permitirá acompanhar dados climáticos que afetam a saúde e planejar ações para reduzir efeitos de queimadas, secas e enchentes na população.
  • A unidade pretende se tornar referência regional para a América Latina e o Caribe, em especial junto à Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS), alinhando-se ao Mais Saúde Amazônia Brasil.
  • A ação ocorre em meio a investimentos adicionais anunciados para adaptação do SUS às mudanças climáticas, com mais de R$ 4,5 bilhões já em obras na região, e próximo aporte de R$ 9,8 bilhões em ações de adaptação.

O Ministério da Saúde inaugurou nesta terça-feira (16) o primeiro Centro de Clima e Saúde (CCSRO) em Porto Velho, Rondônia. A unidade, ligada à Fiocruz, tem foco na Amazônia e recebeu investimentos de cerca de R$ 60 milhões. A inauguração ocorreu na nova sede da Fiocruz em Rondônia.

O CCSRO integra o AdaptaSUS, o Plano Nacional de Adaptação do Setor de Saúde às Mudanças Climáticas, com metas até 2035. A unidade produzirá conhecimento científico, formará profissionais e fortalecerá a resposta do SUS aos impactos climáticos na região.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que a Amazônia é prioridade do AdaptaSUS, articulada à estratégia Mais Saúde Amazônia Brasil. Segundo ele, mais de R$ 4,5 bilhões em obras estão em andamento na região, incluindo unidades de saúde e telessaúde.

O que muda com o CCSRO

A nova unidade visa orientar políticas públicas locais e regionais, ajudando secretarias de saúde a planejar ações para reduzir efeitos de queimadas, secas e enchentes na saúde da população. O centro também busca referência para a América Latina e o Caribe em temas de clima e saúde.

Além do foco regional, o CCSRO reforça a cooperação com instituições internacionais e nacionais, alinhando-se a metas de adaptação do setor público à crise climática. A iniciativa reforça a integração entre clima e saúde na gestão da região amazônica.

Resumo de contexto ampliado

Além da inauguração, o Ministério da Saúde anunciou, no fim de novembro, um novo aporte de aproximadamente R$ 9,8 bilhões para ações de adaptação do SUS às mudanças climáticas. O plano prevê ações de vigilância, capacitação, obras em áreas vulneráveis e plataformas de dados para apoiar decisões.

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