- Encerrada nesta quarta-feira (10), em Porto Alegre, a oficina de construção da linha de cuidado das hepatites virais no Rio Grande do Sul reuniu gestores, profissionais de saúde e representantes da sociedade civil para avançar fluxos de atenção e planos locais.
- O Ministério da Saúde, em alinhamento com a Organização Mundial da Saúde, promove ações para eliminar as hepatites virais até 2030; desde 2024 já foram realizadas oficinas em vários estados.
- As atividades visam fornecer ferramentas para gestores e profissionais adaptarem a linha de cuidado às realidades locais, com enfoque intersetorial e participação de diversas esferas da gestão.
- Em 2025, oficinas ocorreram nos estados do Amazonas, Roraima e Rondônia, com a última realizada em Porto Alegre; os próximos passos incluem pactuação da linha de cuidado e definição de responsabilidades entre atenção primária, serviços especializados e vigilância.
- No Rio Grande do Sul, o Boletim Epidemiológico das Hepatites Virais 2025 aponta avanços entre 2019 e 2024, com quedas em óbitos por hepatite C e nos casos de infecção, enquanto o SUS oferece exames, tratamento e vacinas, incluindo cura superior a 95% para hepatite C.
O Ministério da Saúde encerrou nesta quarta-feira, 10, em Porto Alegre (RS), a oficina para construção da linha de cuidado das hepatites virais no Rio Grande do Sul. O encontro reuniu gestores, profissionais de saúde e representantes da sociedade civil para pactuar fluxos, responsabilidades entre atenção primária, serviços especializados e vigilância, e para elaborar planos locais.
A oficina faz parte de uma série de ações do MS para eliminar hepatites virais como problema de saúde pública até 2030, em alinhamento com a OMS. Desde 2024, oficinas em diferentes estados buscam adaptar a linha de cuidado às realidades locais, com base no Guia de Eliminação das Hepatites Virais e no programa Brasil Saudável.
Contexto regional e andamento do processo
No Rio Grande do Sul, o encontro teve como objetivo avançar na organização dos fluxos de atenção, com foco na descentralização do diagnóstico e do tratamento. Participaram representantes de secretarias estaduais e municipais, da rede de saúde local, conselhos e movimentos sociais.
Durante os três dias de atividade, os participantes atuaram em grupos temáticos sobre gestão, prevenção, diagnóstico, tratamento e vigilância. A metodologia priorizou a construção coletiva das estratégias para ampliar a cobertura e a eficácia das ações.
Próximos passos e metas
Os desdobramentos incluem a pactuação da linha de cuidado, definindo responsabilidades entre a atenção primária, serviços especializados e vigilância. Também está prevista a elaboração de planos locais de ação para cada município.
Aponte-se que as hepatites virais A, B, C, D e E exigem notificação compulsória e que o SUS oferece exames, incluindo testes rápidos, além de tratamento e estratégias de busca ativa para populações vulneráveis. Vacinas contra hepatite A e B estão disponíveis na atenção primária, enquanto o tratamento da hepatite C tem taxa de cura superior a 95%.
Panorama nacional
Entre 2019 e 2024, o RS registrou avanços no enfrentamento às hepatites virais, com queda de 51,8% nos óbitos por hepatite C e redução de 30% nos casos da infecção, conforme boletim Epidemiológico das Hepatites Virais 2025. O MS reforça a atuação integrada entre estados e municípios.
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