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Leitura infantil deve priorizar o prazer, afirma laureado

Laureado infantil defende foco no prazer da leitura na primeira infância, com apoio a pais e educadores de creches para recuperar o interesse das crianças

The number of children reading for pleasure in the UK has declined sharply in recent years.
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  • O laureado infantil Frank Cottrell-Boyce pediu ao governo que a leitura infantil priorize o prazer, não apenas a aprendizagem, ao depor diante do comitê de educação.
  • Dados do National Literacy Trust indicam que apenas um em cada três jovens de oito a dezoito anos lê por prazer, queda de quarenta por cento desde dois mil cinco.
  • Os motivos citados incluem telas, austeridade, Covid-19 e pobreza, como a “pobreza de mobiliário” em habitações sociais de emergência.
  • Ele pediu foco nos primeiros anos, leitura em casa e em creches, com apoio a pais e profissionais de creche que podem não ter confiança para ler em voz alta.
  • Alega que a infraestrutura já existe, defende leitura compartilhada em comunidades e vê potencial de melhoria ao priorizar o prazer desde cedo; expressou otimismo em relação ao futuro da leitura infantil.

Frank Cottrell-Boyce, laureado das crianças, pediu ao governo que a leitura infantil priorize o prazer em vez da aprendizagem. Em depoimento à comissão de educação, ele ressaltou que a crise de leitura por prazer entre crianças tem ganhado atenção pública.

Segundo ele, a conversão da leitura em meta de desempenho escolar faz com que o prazer fique em segundo plano. O autor argumentou que “ensinar todos os passos” não garante que a leitura seja prazerosa, e que o envolvimento deve cheirar a diversão.

Dados nacionais mostram queda no engajamento: apenas um terço de crianças e jovens de 8 a 18 anos lê por prazer no tempo livre, uma redução de 36% desde 2005, aponta a National Literacy Trust. Causas citadas incluem telas, austeridade, Covid e pobreza.

Cottrell-Boyce pediu foco nos primeiros anos, na leitura em casa e em creches, com apoio a pais e profissionais de educação infantil que enfrentam insegurança ao ler em voz alta devido a más experiências próprias. A intervenção não precisa custar muito.

Ele ressaltou que muitos trabalhadores de creches recebem baixos salários e enfrentam educação interrompida pela pandemia. Grande parte do que seria necessário já existe em infraestrutura, disse, enfatizando a importância da confiança parental e da leitura compartilhada em espaços comunitários.

O laureado destacou que os primeiros anos definem o futuro da leitura. Em sua visão, os jovens aprendem melhor quando o prazer vem antes da técnica, comparando com o esporte onde o afeto pelo jogo antecede regras. Ações rápidas, afirmou, são suficientes para mudar o cenário.

Rebecca Sinclair, presidente da Publishers Association, também esteve presente. Ela afirmou que é preciso ressignificar a narrativa da leitura para que seja menos “digna” e mais envolvente, apontando que o tempo escolar não favorece a construção de alegria pela leitura.

O Reino Unido celebra o Ano Nacional da Leitura, iniciativa do governo com apoio da National Literacy Trust, visando frear a queda na leitura por prazer. As discussões ocorrem em meio a um cenário de políticas públicas voltadas à educação infantil.

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