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Uma dose de cogumelo mágico pode alterar estrutura e atividade cerebral

Estudo com psilocibina em 28 voluntários revela aumento de entropia cerebral e plasticidade por até um mês, com benefício para depressão e ansiedade

Imagem de cogumelos da espécie Psilocybe cubensis.
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  • Em ambiente controlado, 28 voluntários sem experiência prévia com psicodélicos receberam 25 mg de psilocibina.
  • Durante a experiência, houve aumento da entropia cerebral, indicando maior atividade e imprevisibilidade no cérebro.
  • Foram observadas alterações na plasticidade cerebral, com reorganização de conexões entre neurônios.
  • Os autores sugerem que isso pode ajudar a romper padrões mentais ligados a depressão e ansiedade; participantes relataram aumento de bem-estar, otimismo e flexibilidade cognitiva.
  • Ainda assim, o estudo é pequeno e preliminar; há riscos de ansiedade, paranoia e experiências traumáticas em ambientes não controlados, e uma mês depois persistiam alterações em fibras do córtex pré-frontal.

Em estudo conjunto da Universidade da Califórnia e do Imperial College, 28 voluntários sem experiência prévia com psicodélicos receberam uma dose de psilocibina equivalente a cogumelos mágicos. O objetivo foi observar efeitos cerebrais da substância.

A dose administrada foi de 25 mg e, em ambiente controlado, houve registro de aumento da entropia cerebral. O cérebro ficou mais ativo, variável e menos previsível durante a experiência.

Os pesquisadores observaram sinais de maior plasticidade cerebral, indicando reorganização das conexões entre neurônios. Segundo eles, isso pode ajudar a modificar padrões mentais associados a transtornos como depressão e ansiedade.

Potenciais implicações e limitações

Após um mês, exames mostraram ainda alterações em fibras nervosas ligadas ao córtex pré-frontal, área responsável pelo autocontrole. Participantes relataram maior bem-estar, otimismo e maior flexibilidade cognitiva.

Os autores ressaltam que o estudo é pequeno e preliminar, não provando que a psilocibina “melhora” o cérebro de forma definitiva. Também destacam riscos, como ansiedade e paranoia, em ambientes não controlados.

A pesquisa segue em etapa inicial, buscando entender mecanismos cerebrais da psilocibina e suas possíveis aplicações terapêuticas, sempre com supervisão médica adequada. As informações são apresentadas sem conclusões definitivas sobre benefícios clínicos.

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