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Bolívia revisa modelo estatal para atrair investimentos e recuperar gás

Bolívia revisa modelo estatal para atrair investimentos e reativar produção de gás, propondo lei que reduziria participação do governo a 50% das receitas

Projeto de lei limitaria a participação do governo em 50%, de cerca de 60% atualmente (Foto: Manuel Seoane/Bloomberg)
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  • A Bolívia trabalha para atrair investimentos no setor de hidrocarbonetos com um projeto de lei favorável aos investidores, que reduziria a participação do Estado nas receitas do setor.
  • O objetivo é limitar a participação estatal a 50% (ante 60%), sem incluir imposto sobre lucros e outras taxas que poderiam elevar o valor final.
  • O governo de Rodrigo Paz planeja apresentar a proposta ao Congresso nas próximas semanas, após consulta pública, segundo o ministro de Hidrocarbonetos e Energia, Mauricio Medinaceli.
  • A Constituição de 2009 concede à estatal YPFB amplo controle sobre os hidrocarbonetos, o que dificulta mudanças desejadas pelos investidores estrangeiros, como arbitragem em disputas.
  • Enquanto isso, a Bolívia pretende aumentar a produção em campos maduros e marginais com os operadores atuais, com previsão de resultados em três a quatro anos.

A Bolívia planeja mudar o modelo de exploração de hidrocarbonetos para atrair investimentos e recuperar a produção. O governo informou que apresentará ao Congresso um projeto de lei favorável a investidores, buscando reduzir a participação do Estado nas receitas do setor.

O ministro de Hidrocarbonetos e Energia, Mauricio Medinaceli, afirmou que a proposta será submetida à consulta pública nas próximas semanas. A medida visa conter o declínio da produção de gás e estabilizar as contas públicas.

O governo de Rodrigo Paz, que assumiu em novembro, visa reverter o subinvestimento em exploração que ampliou o problema. A Constituição de 2009 concentra a estatal YPFB no controle dos hidrocarbonetos, dificultando mudanças.

Contexto institucional

Medinaceli ressaltou que a regulamentação seguirá aCarta Constitucional, sem emendas. A ideia é alinhar parte do regime aos termos constitucionais, mantendo a participação estatal relevante no setor.

Alvaro Ríos, ex-ministro e atual consultor, afirmou que ajustes no marco legal demandariam nova leitura constitucional para evoluir a favor de investidores. A opinião dele aponta para um período de transição.

Desdobramentos esperados

Fontes do governo estimam que os efeitos da nova regulamentação levem de três a quatro anos. Enquanto isso, a Bolívia pretende ampliar a produção em campos maduros com operadores atuais para mitigar a crise.

Estimativas independentes sugerem que o país pode precisar importar gás até 2028, caso não haja mudanças. A medida busca tornar o setor mais atrativo sem comprometer a orientação estatal vigente.

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