- O primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis disse que enfrentará o que chamou de “estado profundo” em meio a um escândalo de fraudes com subsídios agrícolas da União Europeia, que levou à demissão de vários ministros.
- A Procuradoria Europeia (EPPO) investiga 20 membros do partido Nova Democracia; quase € 300 milhões teriam sido desviados por meio de uma agência estatal de subsídios, já dissolvida, ao longo de cinco anos a partir de 2017.
- As acusações envolvem plantações de banana no Monte Olimpo, oliveiras em instalações militares e sítios arqueológicos configurados como áreas de pastagem para animais.
- O escândalo se expandiu e alimenta pressão por eleições antecipadas; Mitsotakis afirmou que o caso representa um ponto de virada e que luta contra a corrupção enraizada.
- A EPPO pediu a retirada da imunidade parlamentar de onze deputados da Nova Democracia; entre eles estão Konstantinos Tsiaras e Ioannis Kefalogiannis, ministros da agricultura e das proteções civis, que deixaram os cargos na última sexta-feira.
O primeiro-ministro grego Kyriakos Mitsotakis afirmou que enfrentará um possível “estado profundo” no país, em meio a um escândalo de fraudes com subsídios agrícolas da UE. Eleclassificou as revelações como um ponto de virada e prometeu combate à corrupção enraizada. A fala foi transmitida pela TV pública.
O escândalo levou a uma nova reformulação no governo, com demissões de ministros e reestruturação de gabinetes. A própria coalizão de Mitsotakis tem enfrentado críticas pela gestão de crise e pela rapidez de respostas.
O caso envolve desfalque de aproximadamente 300 milhões de euros, supostamente movimentado por meio de uma agência estatal de subsídios que já foi dissolvida. Investigação aponta para cinco anos, de 2017 a 2021/2022.
EPPO e MPs do Novo Democracia
Investigações da Procuradoria Europeia (EPPO) miram 20 membros do partido Novo Democracia. A EPPO pediu a retirada da imunidade de 11 deputados para apuração de crimes ocorridos em 2021.
Juízes e procuradores apuram supostas fraudes envolvendo declarações falsas, obtenção indevida de benefícios e uso de sistemas para facilitar pagamentos a aliados políticos. Entre os citados estão ministros que ocuparam posições relevantes.
Interceptações de conversas telefônicas também foram juntadas aos autos, segundo a EPPO. Os registros supostamente revelam tentativas de garantir pagamentos de subsídios a eleitores e zonas de influência.
Avanços e próximos passos
Mitsotakis pediu que a EPPO avance com rapidez na definição de responsabilizações. Ele afirmou que seus deputados já sofreram danos pessoais e políticos e têm direito à defesa.
A crise alimenta debates sobre eleições antecipadas, com pressão de oposição e cargos atingidos pela investigação. A sequência dos desdobramentos será acompanhada nos próximos dias pelas autoridades e pela imprensa.
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