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Energia solar cresce globalmente com liderança da China

China lidera a expansão global da energia solar, puxada por preços baixos, com crescimento também na UE, EUA e Brasil, moldando a matriz energética

Trabalhadores em fábrica de painéis de energia solar Huaian, na China – foto: CN-STR/ AFP
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  • A energia solar cresce mais rápido que qualquer outra fonte, atingindo 2,9 mil GW em 2025, cerca de 10% da matriz energética global.
  • A China lidera, com 315 GW de novos painéis em 2025, chegando a ~1,3 mil GW, e produz mais de 80% dos painéis solares; a eletricidade solar já corresponde a 11% da geração chinesa.
  • A União Europeia soma 406 GW, com cerca de 13% da demanda elétrica atendida por solar; Alemanha lidera a região em capacidade instalada, com 119 GW.
  • Os Estados Unidos ficam em terceiro lugar, com 267 GW e ~8% de eletricidade proveniente de solar; o carvão caiu de 34% para 17% entre 2015 e 2025.
  • Brasil cresce para cerca de 22 GW, gerando ~10% da eletricidade; Índia tem 136 GW (~8%) e Japão, 103 GW (~11%).

A energia solar segue crescendo globalmente, impulsionada pela China, com o ritmo de expansão superando todas as estimativas. A redução de preços facilita a adoção, fortalecendo planos de transição energética em várias regiões.

Dados de 2025 mostram crescimento expressivo: a capacidade mundial saltou de 228 GW em 2015 para 2,9 mil GW, representando 10% da matriz global e superando a energia nuclear. Se o ritmo atual continuar, alcance de 9 mil GW até 2030 é visto como possível.

China domina a produção e a expansão

A China instalou 315 GW de novos painéis em 2025, elevando a capacidade total a cerca de 1,3 mil GW. A produção de painéis no país responde por mais de 80% do total mundial, segundo dados de organizações setoriais.

Ao passo que a participação da energia a carvão cai, a expansão de solar e eólica se consolidou na China, reduzindo o peso do carvão na matriz energética nacional de 70% para 56%.

Europa segue como segundo polo global

A União Europeia soma 406 GW e responde por cerca de 13% da demanda elétrica, com o carvão gerando 9%. Grécia, Chipre, Espanha e Hungria superam 20% da eletricidade vinda de solar, enquanto Alemanha domina a região com 119 GW instalados.

EUA mantêm posição de terceira força

Os Estados Unidos chegam a 267 GW, cobrindo cerca de 8% da demanda elétrica. Em 2015, o índice era 1%. A participação do carvão caiu pela metade nos últimos 10 anos, apesar de políticas de incentivo ao setor fóssil.

América, Ásia e Brasil ampliam participação

A Índia tem 136 GW e gera 8% de sua eletricidade. Japão soma 103 GW, atendendo 11% da demanda. O Brasil amplia a capacidade, gerando cerca de 10% da eletricidade nacional com 22 GW, num mix renovável junto a hidro, eólica e biomassa.

Preços e projeções

Módulos mais eficientes e produção em massa reduziram os custos em cerca de 90%. Em locais muito ensolarados, parques podem produzir a eletricidade pelo equivalente a 5 centavos de real por kWh. Telhados costumam oferecer tarifas ainda menores que a rede.

Perspectivas futuras

Em 2024, 632 GW foram adicionados globalmente, 72% solar e 18% eólica. Projeções anteriores subestimaram o ritmo, e especialistas discutem a possibilidade de a solar se tornar a principal fonte de energia mundial, com outras fontes compondo o restante.

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