- Um relógio de bolso Patek Philippe, ligado ao homem mais rico a bordo do Titanic, será leiloado pela Freeman’s em Chicago no dia 22 de abril, pela primeira vez desde o desastre.
- O item tem monograma de John Jacob Astor IV, foi vendido pela Tiffany e está estimado entre US$ 300.000 e US$ 500.000, acompanhado de uma caixa de lápis de ouro e safira avaliada entre US$ 10.000 e US$ 20.000.
- As peças foram recuperadas do corpo de Astor pela tripulação do Mackay-Bennett dias após o naufrágio de abril de 1912 e retornaram ao filho Vincent, que as usou até 1959.
- Os objetos passaram por quatro gerações da família e agora vão a leilão pelo espólio de Charlene Marshall.
- O relógio, comprado na Tiffany em 1904, vem acompanhado de extrato dos arquivos da Patek Philippe atestando data de fabricação e venda, reforçando sua autenticidade histórica.
Um relógio de bolso Patek Philippe, pertencente a um dos homens mais ricos da América na época do naufrágio do Titanic, será leiloado pela primeira vez, mais de um século após o desastre. O objeto está em manejo da Freeman’s, casa de leilões de Chicago, e deve ir a leilão no dia 22 de abril.
O relógio, fabricado em ouro 18 quilates e gravado com o monograma de John Jacob Astor IV, será vendido pela Tiffany. A estimativa de venda fica entre 300 mil e 500 mil dólares, acompanhada por uma caixa de lápis de ouro com safira, avaliada entre 10 mil e 20 mil dólares.
As peças foram recuperadas do corpo de Astor pela tripulação do Mackay-Bennett, dias após o afundamento em abril de 1912. Foram devolvidas ao filho Vincent, que manteve o relógio até 1959. Hoje passam pelo espólio de Charlene Marshall e chegam ao leilão.
Astor, passageiro mais rico a bordo, ajudou a esposa Madeleine a embarcar em um bote salva-vidas na noite de 14 de abril de 1912 e faleceu quando o navio afundou na manhã seguinte. O casal voltava de lua de mel; a fortuna Astor incluiu hotéis e propriedades.
Proveniência e autenticidade
O relógio, comprado na Tiffany em 1904, vem com um extrato dos arquivos da Patek Philippe que confirma data de fabricação e venda. A autenticidade é considerada rara para peças históricas de luxo, o que costuma atrair atenção de colecionadores.
Segundo Reginald Brack, vice-presidente da Freeman’s, esses artefatos costumam ter boa aceitação de mercado pela sua raridade e valor histórico. A venda foi anunciada pela casa de leilões em Chicago para ocorrer em abril.
A transação está sendo realizada pelo espólio de Charlene Marshall e não envolve a família Astor diretamente no momento da venda. Diversos itens de valor histórico costumam apresentar desempenho estável em leilões de luxo.
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