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Traders dos EUA estudam exportação de fertilizantes nitrogenados na guerra no Irã

Traders dos EUA miram exportação de fertilizantes nitrogenados por causa da guerra no Irã, abrindo arbitragem e elevando custos para agricultores domésticos

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  • Traders americanos de fertilizantes aproveitam uma oportunidade de arbitragem devido à guerra no Irã, com fosfato mais caro no exterior do que nos EUA; desde o fim de fevereiro, já passaram a comprar e exportar mais de 100.000 toneladas curtas para reexportação.
  • Os EUA importaram mais de meio milhão de toneladas métricas de fosfato de diamônio entre janeiro e março, para compensar meses de queda causada pelas tarifas; parte dessa quantidade deve seguir para o exterior, pressionando o mercado doméstico.
  • Em 13 de março, o prêmio das reexportações de fosfato de diamônio sobre os preços de Nova Orleans atingiu o maior nível desde junho de 2023; o mercado à vista doméstico ficou em torno de US$ 700 a tonelada curta, ainda com dificuldade de liquidez.
  • Países dependentes de importação, como Índia e Brasil, oferecem prêmios mais altos para garantir suprimento; China continua reduzindo exportações, e conflitos no Oriente Médio ameaçam a oferta global de fosfato e enxofre.
  • Exportações dos EUA já atingem a América Latina e a Índia; há volumes relevantes de fosfato monoamônico mantidos para possível reexportação, elevando o risco de custos mais altos para os agricultores nas próximas safras.

Os traders americanos de fertilizantes** estão aproveitando a diferença entre preços domésticos e internacionais para lucrar com exportação, em meio à guerra no Irã. A janela de arbitragem surge porque o fosfato nos EUA não acompanhou o repique observado em mercados globais, enquanto agricultores limitam o uso do nutriente principal.

Desde o fim de fevereiro, mais de 100 mil toneladas curtas de fosfato diamônico foram compradas para reexportação, segundo relatos de operadores. O movimento ocorre em um contexto de cadeias de suprimento globally afetadas pelo conflito no Oriente Médio.

O país importou cerca de 0,5 milhão de toneladas métricas de fosfato de diamônio entre janeiro e março, compensando meses de queda por tarifas recíprocas. Parte desse volume está now sendo direcionada para o exterior, elevando a tensão no mercado doméstico.

Mudança de cenário no comércio

O prêmio de reexportação em 13 de março atingiu o maior patamar desde 2023, refletindo o aperto global e a demanda externa por fornecimento estável. Mesmo com o prêmio de preço à vista próximo de US$ 700 por tonelada em late março, interesses domésticos enfrentam dificuldades de competição.

Analistas apontam que compradores já encerraram a temporada de plantio ou aguardam orientações, tornando novas compras futuras mais voltadas ao abastecimento de outono ou à exportação. Países importadores, como Índia e Brasil, oferecem prêmios mais altos.

A China, maior produtora, vinha reduzindo exportações; os conflitos no Irã ampliam a restrição de oferta de fosfato e enxofre. Até o momento, cargas dos EUA seguiram principalmente para a América Latina e a Índia, com dois navios orientados à região.

Implicações para o consumidor final

Mercados internacionais reagiram com elevação de preços: o fosfato diamônico subiu 21% na Índia desde o início da guerra, enquanto o fosfato monoamônico no Brasil já supera os níveis de preços dos EUA. O aperto atual sugere custos mais altos para agricultores nas próximas safras.

Especialistas apontam que, apesar da oferta ainda atender à temporada atual, as exportações elevam o risco de valor mais alto para insumos agrícolas. Há pressão por alívio de tarifas adicionais sobre importações de Marrocos e Rússia, em análise pelo governo.

Agricultores dos EUA já veem impacto dos custos elevados, com relatos de possibilidade de redução ou adiamento de aplicações de fertilizantes. O setor acompanha de perto as políticas comerciais que podem atenuar esse efeito.

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