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Campanha internacional busca impedir execução de jovem iraniano bahá’í

Campanha internacional luta para salvar a vida de Peyvand Naeimi, bahaí iraniano sob torturas e acusado em meio à perseguição religiosa

Peyvand Naimi, un joven bahá'i encarcelado en Irán, que se enfrenta a ser ejecutado, en una imagen Cedida por Comunidad Bahá'i de España.
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  • Peyvand Naeimi, de 30 anos, não participava das protestas, mas é Bahá’í iraniano preso pela Guarda Revolucionária Islâmica, alvo de supostos abusos como simulações de execução e tortura.
  • A Comunidade Internacional Bahá’í (BIC) afirma que Naeimi corre risco de execução a qualquer momento; o caso voltou a chamar atenção internacional.
  • O BIC aponta que o Bahá’ísmo é perseguido no Irã desde 1979, e que há dezenas deBahá’ís presos; estima-se entre cinquenta e sessenta na prisão no momento.
  • Naeimi foi detido em oito de janeiro, teve uma confissão forçada veiculada na televisão em primeiro de fevereiro e permanece em isolamento, sem julgamento.
  • Além dele, outra Bahá’í de dezoito a 28 anos foi forçada a confessar em TV estatal; a situação ocorre em meio a cortes de internet e aumento da repressão contra a minoria.

Peyvand Naeimi, jovem iraniano de 30 anos, está sob vigilância internacional para evitar a execução. Segundo a Comunidade Internacional Bahá’í (BIC), ele foi detido em 8 de janeiro durante protestos contra o regime e passou por simulações de enforcamento e tortura em uma prisão da Guarda Revolucionária Islâmica. A família e representantes da comunidade relatam pressão psicológica extrema.

A BIC informou que Naeimi não participou das ações de protesto, mas pertence a uma minoria religiosa perseguida desde a fundação da República Islâmica em 1979. Diversas organizações de direitos humanos já registraram violações contra baháís no Irã e apontaram casos de perseguição sistemática.

Contexto de perseguição

Entre fevereiro e março, Naeimi apareceu em uma confissão forçada na TV estatal, em imagens com o rosto parcialmente filtrado. A instituição aponta que a entrevista foi conduzida por uma figura associada a violações de direitos humanos. Segundo relatos familiares, ele enfrenta interrogatórios intensos, isolamento e restrições de alimentação.

Em fevereiro, autoridades o acusaram de envolvimento na morte de agentes da Basij e de saudar a morte de um líder religioso. A família afirma que Naeimi já estava detido quando ocorreram os supostos fatos. O BIC ressalta que não houve julgamento até o momento.

Estado atual e riscos

Desde março, Naeimi estaria sob tortura constante e com privação de alimentos e água, em regime de isolamento na prisão de Kermán. O objetivo alegado seria obter uma confissão forçada. A comunidade Bahá’í e a família aguardam garantias legais e acesso a defensorias.

Segundo o BIC, existem entre 50 e 60 baháís atualmente detidos no Irã, número que aumenta a preocupação com uso de acusações como recurso de repressão. Organizações internacionais têm alertado para o risco de execuções simuladas como prática de coerção.

Reações internacionais e impactos

Entidades de direitos humanos, parlamentares europeus e autoridades dos EUA têm cobrado respostas rápidas para a proteção de Naeimi e de outros baháís presos. Acompanhamento consular e pressões diplomáticas são solicitados para impedir abusos e garantir julgamentos justos.

A situação ocorre em meio a um contexto de instabilidade regional e a interrupções de comunicações no Irã, dificultando o acesso de familiares e de organizações de defesa a informações precisas sobre casos de prisões e condições de detenção.

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