- A chanceler Rachel Reeves vai se reunir nesta quarta-feira com os chefes do Sainsbury’s, Tesco e Morrisons para discutir eventuais aumentos de preços e faltas de itens domésticos, em meio ao aumento de custos de energia, combustível e fertilizantes.
- O objetivo é identificar possíveis restrições de abastecimento causadas pelo conflito no Oriente Médio e entender o impacto provável no custo de vida nos próximos meses.
- Allan Leighton, presidente executivo da Asda, não deve participar, mas pediu ações do governo para apoiar agricultores e reduzir custos de combustível. Simon Roberts, da Sainsbury’s, disse que os preços devem permanecer estáveis até o verão devido a contratos de energia e fertilizante.
- Agricultores e produtores britânicos alertam que, sem apoio, podem ocorrer aumentos de preços e potenciais faltas de produtos, especialmente em frutas e legumes de estufa.
- O governo afirma que está atuando para atenuar a inflação: redução de treze libras por mês nas contas de energia, aumento do salário mínimo e um fundo de crise de um bilhão de libras para ajudar famílias vulneráveis.
O chanceleres britânico, Rachel Reeves, reunirá nesta quarta-feira os presidentes das maiores redes de supermercados do Reino Unido para avaliar eventuais aumentos de preços e riscos de escassez de itens domésticos, em meio ao aumento dos custos de energia, combustível e fertilizantes provocados por conflitos no Oriente Médio.
A reunião envolve os chefes da Sainsbury’s, Tesco e Morrisons. O objetivo é mapear possíveis gargalos na cadeia de abastecimento e entender o impacto esperado no custo de vida nos próximos meses, segundo uma fonte do Tesouro.
Aguarda-se que Allan Leighton, presidente executivo da Asda, não participe, mas pediu ações do governo para apoiar agricultores e reduzir custos de combustível, ante a possibilidade de elevação dos preços dos alimentos.
Perspectivas de preços e produção
Simon Roberts, presidente da Sainsbury’s, afirmou que cortes de custo significativos devem manter estáveis os preços até o verão, graças a contratos de energia e estoques de fertilizante. Agricultores britânicos alertam para pressões de custos que podem gerar altas de preços e eventuais faltas.
Produtores de tomate, pepino, pimentão e berinjela relatam que gastos com energia para cultivo em estufas podem levar à retirada de plantas do solo, causando potenciais ausências nas prateleiras. O aumento de tarifas de energia a partir de 1º de abril agrava o cenário.
A Lea Valley Growers’ Association pede que governos incluam produtores de alimentos com estufa na lista de “usuários intensivos de energia” para facilitar apoio. Também cobram renegociação de contratos com varejistas diante dos custos crescentes desde o início do conflito.
Impactos setoriais e respostas governamentais
O British Poultry Council informa preocupação com fornecimento de óleo, gás, fertilizantes e rações, resultando em pressão de custos na produção de frangos. A indústria teme repasse desses ajustes para os consumidores.
O governo reforça medidas para reduzir o custo de vida, incluindo corte de 117 libras em contas de energia domésticas, elevação do salário mínimo e a criação de um fundo de crise de 1 bilhão de libras, voltado a famílias vulneráveis.
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