- A MG vai lançar no mercado europeu, em 2026, o MG4 EV Urban com bateria semissólida SolidCore, que não é totalmente de estado sólido.
- A bateria usa eletrólito 95% sólido, com 5% líquido para manter a condutividade, buscando maior segurança e desempenho.
- Benefícios esperados: maior densidade de energia, recarga mais rápida e melhor desempenho em temperaturas baixas, com menor risco de incêndio.
- As químicas utilizadas incluem LMO (óxido de manganês-lítio) na primeira geração, LNMO na segunda e futuro LMR, todas sem cobalto.
- A MG estima ciclos de vida superiores a 2.000, com durabilidade ainda maior em determinadas configurações, e pretende que semissólidas convivam com baterias de estado sólido no futuro.
A MG revelou avanços da bateria semissólólida SolidCore, com impacto potencial em carros elétricos de produção. O anúncio ocorreu durante o primeiro Tech Day europeu da fabricante, que destacou como a tecnologia pode reduzir custos, aumentar segurança e melhorar o desempenho.
O MG4 EV Urban já foi adotado como veículo-piloto para a tecnologia, lançado no Reino Unido no início deste ano. Na China, houve lançamento semelhante no Auto Shanghai 2025, com uma bateria de 53,95 kWh que promete autonomia entre 420 km (WLTP) e 350 km (EPA) na prática.
A bateria semissólida utiliza eletrólito 95% sólido, com 5% líquido para manter a condutividade entre cátodo e ânodo. Segundo o cientista-chefe global de baterias da MG, Dr. Li Zheng, a solução busca equilíbrio entre desempenho e viabilidade de produção, reduzindo o uso de lítio.
Benefícios de desempenho
De acordo com Zheng, a entrega de potência é mais rápida e estável, com melhoria na operação em baixas temperaturas. O design usa uma estrutura espinélio 3D nos cátodos, contribuindo para desempenho superior frente às químicas atuais, como NCM e LFP.
Assemelhando-se a uma família de químicas semissólidas, a MG utiliza LMO no MG4 EV Urban e planeja evoluir para LNMO na segunda geração, substituindo parte do manganês por níquel. Em etapas futuras, a química LNMO passa a ser mais rica em manganês e lítio (LMR), sem uso de cobalto.
A densidade energética da geração atual é próxima à do LFP, com metas de chegar a 400 Wh/kg em desenvolvimento. Em termos de durabilidade, a MG afirma que a tecnologia semissólida pode exigir menos lítio e manter boa vida útil, estimando ciclos acima de 2.000 em testes.
Panorama e implementação
A MG planeja compatibilizar as semissólidas com veículos de produção em massa, mantendo opções químicas conforme custo e autonomia demandarem. A expectativa é que baterias totalmente sólidas entrem no mercado nos próximos cinco a dez anos, coexistindo com as semissólidas para diferentes modelos.
Para o MG4 EV Urban no Reino Unido e na União Europeia, a versão SolidCore manterá autonomia semelhante à atual com 53,9 kWh de capacidade e desempenho em clima frio mais estável, além de maior segurança. A MG não detalhou como a versão semissólida será posicionada na gama do veículo.
Entre na conversa da comunidade