- João Paulo Ribeiro Capobianco assume o Ministério do Meio Ambiente, substituindo Marina Silva, que deixou o cargo para disputar as eleições.
- Capobianco foi secretário-executivo do ministério e tem atuação consolidada no combate ao desmatamento e na articulação de políticas ambientais.
- O desafio dele é manter e melhorar os indicadores de desmatamento, ampliar a regularização fundiária e controlar incêndios, acompanhando as ações em curso.
- O ministério busca ampliar parcerias com estados e municípios, com apoio financeiro e estrutural para as secretarias ambientais locais.
- Em 2024, houve a ideia de uma autoridade climática para coordenar ações do país, mas o foco da nova gestão deve ser consolidar resultados já alcançados e não abrir novas frentes.
João Paulo Capobianco assume o ministério do Meio Ambiente durante a gestão do governo Lula, após a saída de Marina Silva para disputar as eleições. O cargo passa a ser ocupado pelo secretário-executivo que integrou a equipe da pasta na administração anterior, no início de 2023. A nomeação marca a continuidade de políticas voltadas à fiscalização e preservação de biomas.
Capobianco é reconhecido na ciência ambiental e foi aliado histórico de Marina Silva. Entre 2003 e 2008 atuou no MMA, incluindo o posto de secretário-executivo. Em 2008, acompanhou Marina na disputa institucional, e já liderou ações de combate ao desmatamento e de planejamento ambiental. Também participou da preparação para a COP30.
Desafios e organização interna
Seguindo diretrizes do governo, Capobianco buscará manter e ampliar indicadores de desmatamento e preservação de biomas, além de avançar na regularização fundiária e no controle de incêndios. O MMA tem ampliado parcerias com estados e municípios, com apoio financeiro e estrutural às secretarias locais.
A reestruturação promovida nos primeiros anos de governo dividiu a pasta em cinco secretarias: Biodiversidade e Florestas; Mudança do Clima e Qualidade Ambiental; Recursos Hídricos e Ambiente Urbano; Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável; e Articulação Institucional e Cidadania Ambiental. Capobianco participou ativamente dessa reorganização.
Panorama institucional e histórico
Capobianco também foi responsável por articular ações para a COP30 e pela implementação de políticas de mudanças climáticas. Em 2010, atuou como coordenador da campanha de Marina Silva, que ficou em terceiro lugar nas eleições. O novo ministro chega em meio a debates sobre a possível criação de uma autoridade climática.
Autoria climática e continuidade
Em 2024, o presidente Lula anunciou a ideia de uma autoridade climática para coordenar ações nacionais, proposta defendida por Marina. A iniciativa não foi formalizada, e o foco atual do governo é consolidar resultados já alcançados, incluindo a redução de desmatamento, sem abrir novas frentes significativas.
Perfil do novo ministro
Capobianco é biólogo com doutorado em Ciência Ambiental pela USP, focado na governança socioambiental na Amazônia. Também tem especialização em educação ambiental pela UnB e graduação em Ciências Biológicas. Já dirigiu entidades como SOS Mata Atlântica, ISA e a Rede de ONGs da Mata Atlântica.
Foi dirigente do Ministério do Meio Ambiente em diferentes frentes e, ao longo da carreira, atuou na formulação de políticas públicas, no combate ao desmatamento e na conservação da biodiversidade.
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