- O Paraná deve reduzir a área plantada de trigo em 6% em 2026, para 775,6 mil hectares.
- A safra de trigo de 2026 está projetada em 2,53 milhões de toneladas, queda de 12% ante 2025.
- A menor área de trigo pode estimular importações pelo Brasil, que é dependente do cereal importado.
- A área de milho safrinha deve crescer 2%, para 2,865 milhões de hectares, com a primeira safra estimada em 3,8 milhões de toneladas.
- A projeção de soja para 2025/26 fica em 21,89 milhões de toneladas; o Paraná segue entre os maiores produtores de soja e milho.
O Paraná deverá reduzir a área plantada com trigo em 2026, em relação a 2025. A projeção do Deral aponta queda de 6% para 775,6 mil hectares, o menor plantio no estado desde 2000. A safra prevista cai 12%, para 2,53 milhões de toneladas.
A redução ocorre em meio a maior lucratividade do milho safrinha, que tem atraído produtores. Segundo Carlos Hugo Godinho, agrônomo do Deral, o milho oferece preços mais atrativos e, especialmente no Norte e Oeste, compete com o trigo.
O trigo, que já foi o maior produtor do cereal no país, vem perdendo espaço para o milho. A região Sul também registra menor atratividade de cotação, levando parte da área a ser destinada a outras culturas, como cevada.
Perspectivas para milho e soja
A área de milho segunda safrinha tende a crescer, estimada em 2% na comparação com o ciclo anterior, para 2,865 milhões de hectares. O Deral mantém a projeção de safra do milho safrinha em 17,54 milhões de toneladas, estável em relação a fevereiro.
A produção de soja 2025/26 também sofreu revisão; fica em 21,89 milhões de toneladas, ante 22,12 milhões projetados em fevereiro. Mesmo assim, o recorte representa aumento de 3% na comparação anual para o estado.
Ainda segundo o Deral, a colheita da soja no Paraná alcançou 82% da área na safra 2025/26 até o início da semana. O plantio do milho segunda safrinha já soma 90% da área prevista.
O Paraná segue sendo o segundo maior produtor de soja e milho do Brasil, atrás do Mato Grosso. A safra de trigo concentra atenção pela possível pressão de importações, com o Brasil importando boa parte do cereal.
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