- A ministra do Turismo da Itália, Daniela Santanchè, pediu demissão após pedido público de renúncia feito pela primeira ministra Giorgia Meloni.
- A saída ocorre após derrota do referendo sobre reformas judiciais, que abalou o governo de direita e voltou a colocar em foco a credibilidade de Meloni.
- Anteriormente, dois membros da pasta da Justiça também deixaram seus cargos: o subsecretário Andrea Delmastro e a chefe de gabinete Giusi Bartolozzi.
- Meloni viajou a Algéria para tratar de fornecimento de gás, enquanto a oposição pressiona o Parlamento a discutir a crise política.
- Analistas veem o episódio como sinal de instabilidade no governo, com eleições gerais possíveis apenas em 2027 e provável fragmented parlamentar.
A ministra do turismo da Itália, Daniela Santanchè, entregou o cargo nesta quarta-feira, atendendo a um apelo público do premiê Giorgia Meloni para manter a credibilidade do governo. A decisão veio após o resultado desfavorável do referendo sobre reformas judiciais, que atingiu a base do governo de direita.
No mesmo período, dois secretários da pasta da Justiça já haviam deixado seus cargos. Andrea Delmastro, aliado da liderança, renunciou por ter iniciado com participação societária em um restaurante ligado à máfia. Giusi Bartolozzi, chefe de gabinete de Carlo Nordio, também pediu demissão, em meio a críticas sobre a condução da campanha.
Santanchè, envolvida em processos legais relacionados a acusações de fraude, havia resistido à pressão para deixar o cargo até o fim da tarde de quarta. Em nota dirigida a Meloni, informou que obedeceria o pedido, embora manifestasse certa amargura com o desfecho de sua atuação no governo, e negou irregularidades.
Contexto do referendo
O referendo avaliou alterações na seleção, recrutamento e governança de juízes e procuradores, incluindo a criação de dois conselhos e um novo tribunal para questões disciplinares. A rejeição ocorreu com participação expressiva, marcada como derrota para a pauta do governo.
Meloni afirmou que o governo seguirá adiante com responsabilidade e respeito ao povo italiano, mesmo diante da crise política. O resultado gerou pressão para que a maioria da oposição reapresente o tema em fóruns oficiais, com críticas à consistência da gestão.
Analistas avaliam que a crise chega perto de 2027, data de próximas eleições gerais. Advogados e estrategistas avaliam se a coalizão manterá o curso ou buscará novas alianças, diante do crecente desgaste público.
A líder da oposição, Elly Schlein, reiterou a necessidade de o governo ouvir a população e priorizar saúde, educação e empregos. Em estudo recente, especialistas apontam que a possibilidade de eleições antecipadas ganhou força, mas não está definida.
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