- Oito em cada dez consumidores que compraram em sites estrangeiros de e-commerce relataram algum problema, segundo levantamento do Instituto Locomotiva com 2.500 brasileiros.
- Metade dos entrevistados enfrentou atrasos na entrega; 32% afirmam que a mercadoria não chegou; 42% receberam produtos danificados.
- Um terço não teve atendimento adequado após a compra e 32% tiveram dificuldades para realizar trocas ou devoluções.
- 64% dizem já ter adquirido produtos falsificados nessas plataformas; mais da metade não sabe que itens podem não passar pelo controle de órgãos como Anvisa e Inmetro.
- 82% defendem fiscalização na entrada dos produtos e responsabilização das plataformas; o preço continua impulsionando o consumo nos sites internacionais.
Oito de cada dez brasileiros que compraram em sites estrangeiros de e-commerce passaram por algum problema. O levantamento, feito pelo Instituto Locomotiva com 2.500 entrevistados, aponta falhas que vão desde atrasos e entregas não realizadas até produtos danificados e questões de autenticidade. A pesquisa foi divulgada durante o Mês do Consumidor.
Metade dos pesquisados enfrentou atraso na entrega; 32% afirmaram que a mercadoria não chegou e 42% receberam itens danificados, com qualidade inferior ou fora do que foi anunciado. Os problemas não param no recebimento: um terço não conseguiu atendimento adequado após a compra e 32% tiveram dificuldade para trocas ou devoluções.
Questões de autenticidade aparecem com frequência: 64% afirmam já ter adquirido produtos falsificados nessas plataformas. Em conjunto, os dados sugerem falhas sistemáticas na fiscalização e no controle de qualidade desses marketplaces internacionais. A pesquisa também aponta desconhecimento generalizado sobre a atuação de órgãos reguladores.
Falta de fiscalização e percepção do consumidor
Mais da metade dos entrevistados, 51%, não sabe que itens vendidos em plataformas internacionais nem sempre passam pelo controle de órgãos como Anvisa e Inmetro. Em 2025, perícia do Instituto para Desenvolvimento do Varejo identificou venda de itens proibidos, incluindo tratamentos para doenças graves. Diante disso, 82% defendem fiscalização na entrada de produtos e responsabilização das plataformas.
Impacto do preço e comportamento de compra
Apesar dos problemas, o preço continua puxando as compras. Empresas com custos menores, subsídios e menor carga regulatória explicam parte da tendência, com carga tributária estimada em 45%, frente quase 90% no varejo nacional. O imposto de importação de 2025 teve impacto limitado: 12% deixaram de comprar; 36% reduziram o volume, mas a maioria manteve ou aumentou o consumo.
Varejo nacional ganha espaço quando condições são iguais. Sessenta e oito por cento dos entrevistados passam a preferir produtos brasileiros, e 67% optam por itens fabricados no país para presente. Os dados indicam potencial recuperação de participação do varejo local em cenários de equilíbrio entre plataformas.
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