- No Dia Mundial da Meteorologia, o luto domina o leste do Quênia, onde as chuvas intensas deixaram famílias lamentando mortes.
- Ao menos oitenta pessoas perderam a vida em todo o país, com mais de 21 dos 47 condados afetados, incluindo a capital, Nairóbi, que registra pelo menos 37 mortes.
- Mais de setenta mil pessoas foram deslocadas devido aos deslizamentos de terra e inundações em várias regiões.
- O Departamento Meteorológico do Quênia alertou sobre chuvas fortes localizadas, acima de vinte milímetros em vinte e quatro horas, com risco de inundações, deslizamentos e visibilidade reduzida.
- Autoridades anunciam ações de resposta, incluindo planos de drenagem, demolição de estruturas em áreas de rio e evacuações, enquanto a governança e a gestão climática são apontadas como fatores críticos.
O World Meteorological Day foi comemorado no dia 23 de março, celebrando a ciência que ajuda a entender e prever o tempo. Na região leste do Quênia, o dia coincidiu com o luto de famílias que perderam entes queridos devido às fortes chuvas persistentes.
Isso deixou mais de 80 mortos em todo o país. Em pelo menos 21 dos 47 condados, houve impactos, incluindo a capital Nairobi, onde houve pelo menos 37 fatalidades. Além disso, quase 70 mil pessoas foram deslocadas.
Nações Unidas e organizações locais relatam ainda danos generalizados. O Ministério do Interior acompanha os desabrigados e trabalha para coordenação de ajuda, com a presença de agências como a Cruz Vermelha.
Impacto e números
As autoridades destacaram que mais de 100 quilômetros afastado, em condado de Baringo, uma mulher e uma menina de 4 anos morreram após deslizamento que engoliu a casa. Em Makueni, uma parede inundada desabou, ceifando duas vidas, e uma menina foi arrastada enquanto pastoreava animais.
O Serviço Meteorológico do Quênia havia previsto chuva intensa localizada acima de 20 milímetros em 24 horas, em diversas regiões, com risco de inundações, deslizamentos e visibilidade ruim. As previsões continuam sendo atualizadas diariamente.
Respostas e medidas
Experts apontam as mudanças climáticas, a urbanização rápida e alterações no uso do solo como fatores que ampliam a vulnerabilidade. Questionamentos sobre governança também foram levantados por autoridades locais.
Deborah Barasa, secretária-executiva do ECCF, reforçou a necessidade de conservar ecossistemas críticos, como o Mau Forest Complex, e destacou o uso de previsões sazonais para melhorar o planejamento. Festus Ng’eno, secretário público, ressaltou que informações climáticas confiáveis são essenciais para reduzir perdas.
Em Nairobi, o governador Johnson Sakaja anunciou um plano de 48 horas para enfrentar inundações, falhas na drenagem e estradas danificadas. Autoridades ordenaram evacuações em áreas de risco e continuam o monitoramento de enchentes.
Resposta institucional e riscos
Em nível nacional, a EFCC coordena com o Centro Nacional de Operações de Desastres, agências de segurança e organizações humanitárias, como a Cruz Vermelha do Quênia. O objetivo é acelerar ações de emergência e assistência aos afetados.
Riscos secundários incluem doenças transmitidas pela água contaminada e problemas de saneamento decorrentes das inundações. As equipes de resposta permanecem em alerta para novas ocorrências nas regiões afetadas.
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