- Lux Magazine, coletivo feminista, está em turnê campus para debater direitos de raça, gênero e sexualidade em estados com restrições, incluindo a Universidade pública de New College of Florida, em Sarasota.
- Em Florida, New College passou por uma mudança conservadora após o governo de Ron DeSantis nomear novos dirigentes, com fechamento do departamento de estudos de gênero e saída de professoraas e funcionários LGBTQ+, afetando a composição do corpo discente.
- A cafeteria climática no campus ficou mais contida, com menos professores e uma vida estudantil mais atomizada; novos estudantes chegam, mas com menos participação em atividades.
- O evento em New College teve palestrantes de organizações como 50501, Equality Florida e Voices of Florida, oferecendo apoio e espaço para organização entre estudantes queer, negros e marginalizados.
- A situação ocorre em um contexto maior, com cerca de quatrocentas e quarenta e cinco instituições em quarenta e oito estados e DC alterando políticas de DEI nos últimos três anos, e com a continuidade de ações de resistência e organização estudantil.
Depois de anos de disputas sobre diversidade e inclusão, Lux Magazine iniciou uma turnê em campi onde leis estaduais restringem debates sobre raça, gênero e sexualidade. A ação visa oferecer espaço seguro para estudantes marginalizados.
Na New College of Florida, única faculdade pública de artes liberais do estado, um grupo reduzido de alunos discutiu direitos trans, feminismo e imigração, em uma noite de fevereiro. O objetivo é enfrentar a desescalada de debates na universidade.
A mudança institucional ocorreu após o governo de Ron DeSantis nomear conselheiros conservadores e exigir o fim de departamentos de gênero, com demissões de docentes LGBTQ+. A instituição registra queda de adesão de estudantes e docentes desde então.
Lux, revista socialista feminista, coordena a turnê para cidades com restrições a conteúdos de DEI. Em outros campi, como Miami e Orlando, os debates tiveram participação maior, com campanhas estudantis já organizadas em pauta.
O que mudou em New College
O campus passou a apostar mais em atletas e programas direcionados a recrutamento, enquanto áreas de estudo sobre gênero sofreram reorganização. Estudantes remanescentes relatam dificuldades para manter atividades estudantis tradicionais.
Nya Jacobson, liderança do LGBTQ+ club, avalia que mudanças foram rápidas e impactantes, com menos professores nas áreas de interesse. Ela continua engajada, buscando espaço para a continuidade de atividades estudantis.
Impacto e apoio externo
Membros de organizações como Equality Florida e 50501 participaram de painéis, oferecendo auxílio e redes de contato para futuras ações. A presença de adultos aliados é vista como suporte à organização estudantil em campus conturbado.
Noella Williams, da Lux, observa vulnerabilidade entre alunos, mas ressalta que eventos assim ajudam a manter vozes dos estudantes ativas. A revista pretende apoiar novas iniciativas mesmo em ambientes desafiadores.
Cena nos corredores
Estudantes relatam receio de organizar atividades no campus, citando exemplos de julgamentos e retaliação. Mesmo assim, jovens participantes destacam a importância de manter espaços de diálogo e de resistência.
Luci Pimienta, recém-chegada ao campus, planeja criar uma organização progressista. Painéis da Lux garantem orientação e suporte para quem busca espaço para expressar a voz estudantil.
Olhar para o futuro
A turnê segue para a University of Iowa, onde mais de 80 alunos participaram de debates, após o fechamento do programa de estudos de gênero. A Lux vê nesses encontros uma forma de manter a mobilização estudantil e a troca de ideias.
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