- A Ineos está em conversas para vender partes do negócio, focando ativos da Inovyn, a divisão de vinílicos, para levantar centenas de milhões de libras e reduzir a dívida; as negociações estão no estágio inicial.
- O grupo soma mais de £ 18 bilhões em dívidas ao fim do ano passado, aumento de quase £ 3 bilhões em relação ao ano anterior.
- A empresa busca refinanciar bonds que vencem no próximo ano, com acionistas colocando € 200 milhões de capital novo e solicitando mais € 300 milhões de financiamento.
- A S&P Global rebaixou a nota de crédito de duas empresas do grupo e manteve perspectiva negativa, com risco de novas quedas se a dívida não for reduzida.
- A Ineos afirma que revisa constantemente seu portfólio e estrutura de capital, mantendo foco em controle de custos, liquidez e refinanciamento da dívida, sem buscar recursos para expansão.
Ineos está em conversas para vender partes do negócio, numa tentativa de levantar centenas de milhões de libras para enfrentar o aumento da dívida. A estratégia envolve ativos da divisão de vinílicos Inovyn, segundo o Financial Times.
As negociações estão no estágio inicial, com foco em ativos de Inovyn, a unidade de vinílicos do grupo controlado por Jim Ratcliffe. A meta é melhorar a posição de caixa diante de um ambiente de custos elevados.
O grupo químico busca refinar sua estrutura de capital e reduzir o peso da dívida, que ultrapassa £18 bilhões ao fim do ano passado, em comparação com o exercício anterior. Empresas da holding já reestruturam compromissos.
Fontes citadas pelo jornal indicam que Ineos negocia com credores para refinanciar bonds com vencimento no próximo ano. Investidores externos participaram de aportes recentes, somando €200 milhões em capital e €300 milhões em financiamento.
Ratcliffe, dono do conglomerado, assinalou impactos de custos de carbono e políticas comerciais europeias como entraves para a atividade. A empresa já enfrentou rebaixamento de rating e avisos de deterioração do cenário econômico.
A S&P Global rebaixou o rating de duas unidades da Ineos e apontou perspectiva negativa, citando riscos de redução de ganhos. A agência sinalizou novas quedas caso a dívida permaneça elevada.
Especialistas destacam que custos de energia na Europa, agravados pela invasão russa, pressionam margens. A Ineos tem reagido com medidas de controle de custos e busca de liquidez para honrar débitos.
Um porta-voz da Ineos afirmou que a companhia revisa seu portfólio e a estrutura de capital para manter a robustez e a resiliência de longo prazo. A empresa reforça foco em controle de custos e refinanciamento de dívidas.
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