- O Departamento de Justiça processou a Universidade da Califórnia, Los Angeles (UCLA), alegando que criou um ambiente de trabalho hostil para docentes e funcionários judeus e israelenses após protestos contra a guerra em Gaza.
- A ação sustenta violação do Título VII da Lei dos Direitos Civis ao não prevenir e corrigir condutas discriminatórias e de assédio após o ataque de 7 de outubro de 2023 pelo Hamas.
- A ação é a mais recente medida da administração Trump contra uma universidade e aumenta o embate entre o governo federal e a Califórnia.
- A UCLA não respondeu de imediato; a procuradoria aponta que administradores teriam permitido antisemitismo no campus, prejudicando estudantes e funcionários.
- O caso se soma a outras disputas envolvendo a universidade, incluindo investigações, multas e processos ligados a financiamento e protestos pró-Palestina.
A Justiça dos EUA moveu uma ação civil contra a Universidade da Califórnia, em Los Angeles (UCLA), alegando ambiente de trabalho hostil a membros da comunidade judaica e israelense após protestos contra a guerra em Gaza no campus. A demanda sustenta violação do Título VII da Lei dos Direitos Civis ao não prevenir discriminação e assédio.
Segundo a ação, administradores da UCLA permitiram que o antissemitismo ganhasse espaço no campus, prejudicando alunos e funcionários. A queixa foi apresentada apenas dias depois de protestos estudantis terem escalado o debate sobre o conflito na região.
O Departamento de Justiça afirma que a UCLA falhou ao responder a condutas discriminatórias e de assédio, intensificadas após o ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023, e a subsequente guerra em Gaza. Não houve resposta imediata da universidade.
A administração Trump tem apresentado ações contra universidades desde que assumiu o cargo, elevando o conflito com o estado da Califórnia. A denúncia ressalta o histórico de tensões entre o governo federal e universidade públicas da região.
Pam Bondi, chefe interina do Departamento de Justiça, disse que as investigações apontam para incidentes graves de antisemitismo no campus. A declaração reforça o tom da ação contra a instituição.
A UCLA não comentou o assunto de imediato. Em anos anteriores, o governo também chegou a exigir pagamentos e condicionou financiamentos em casos envolvendo protestos e políticas de diversidade.
A universidade já esteve envolvida em outras disputas legais. Em julho, fechou acordo de 6,5 milhões de dólares para resolver ações de estudantes e docente que alegaram discriminação antissemita, admitindo falhas institucionais.
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