- Bridget Phillipson foca a reforma do sistema de necessidades especiais (SEND) e reuniu quase 100 MPs novos para alinhavar a proposta, destacando a importância do tema.
- O encontro de julho de 2024 revelou que muitos parlamentares tinham experiência pessoal ou profissional relacionada ao tema, aumentando a pressão para mudanças.
- A lição dos debates anteriores foi a necessidade de comunicar claramente a dimensão do problema e os argumentos a favor das mudanças, especialmente após a derrota de votações anteriores.
- O governo reconhece que, para aprovar a reforma de SEND, é preciso investimento inicial e transparência sobre custos e impactos, mesmo com o aporte de fundos adicionais.
- O apoio entre os britânicos permanece, mas persiste ceticismo sobre a efetiva melhoria do sistema e a capacitação de escolas e profissionais, o que pode influenciar a confiança na reforma.
Bridget Phillipson abriu sua gestão com foco único: sobre o que envolve a revisão do sistema de necessidades educacionais especiais. Em sua primeira semana, convocou quase 100 novos MPs para debater o tema, destacando a importância da reforma.
Para muitos presentes, o problema é pessoal ou surgiu de trabalhos anteriores em setor público, charities, sindicatos ou defesa de pessoas com deficiência. A reunião de julho de 2024 marcou o início de uma campanha interna para ganhar apoio em Westminster.
Tem-se a visão de que a maior lição veio de falhas anteriores no manejo de reformas relevantes ao bem-estar infantil, segundo aliados próximos. O episódio ajudou a moldar a estratégia de comunicação e de apresentação de argumentos para mudanças profundas.
Phillipson buscou evitar assimetrias entre governo, Parlamento e imprensa, após a derrota observada em votações de outras áreas. A avaliação interna aponta que esclarecer o tamanho do problema ajudou a reduzir resistências iniciais.
No âmbito político, a experiência com a proposta de mudanças no bem-estar, defendida por Liz Kendall, mostrou a importância de dados visíveis e de investimentos upfront. O governo reconhece que gastos adicionais são cruciais para viabilizar a reforma.
A chefe de Educação, Phillipson, reuniu-se com setores do espectro parlamentar, incluindo grupos de esquerda, para ouvir críticas e sugestões. A nova ministra de escolas, Georgia Gould, realizou uma ampla rodada de consultas com pais e ONGs.
Apesar do otimismo entre parte da bancada, a promessa de melhoria depende da confiança pública. Muitos pais duvidam de que o sistema possa oferecer atendimento mais rápido, mesmo com o aporte de 4 bilhões de libras.
Entre os desafios, está a necessidade de treinar docentes, ampliar especialistas em fala e linguagem e estruturar recursos para que famílias não percam caminhos de melhoria. A confiança nas instituições locais continua um entrave relevante.
O futuro da reforma depende de demonstrar que um sistema reformulado pode atender às necessidades sem depender exclusivamente de recursos adicionais. As gestões anteriores mostram que a comunicação eficaz será decisiva para a adesão dos atores.
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