- O Washington Post fez cortes massivos, demitindo cerca de um terço de sua equipe, ou mais de 300 jornalistas.
- A medida levou ao fechamento do departamento de esportes e à redução de equipes que cobririam notícias locais, estilo e o mundo, além de cortes nos setores de áudio e vídeo.
- Bob Woodward disse estar “arrasado” com as demissões e afirmou que leitores também sairão prejudicados, recebendo menos notícias e análise.
- O jornal passou por mudanças desde a aquisição de Jeff Bezos em 2013, que incluiu alterações na linha editorial e foco político.
- Créditos de fontes: a reportagem cita declarações de Woodward, ex-editores e informações sobre as mudanças no Washington Post, sem juízos de valor.
O repórter Bob Woodward afirmou estar “em choque” com os cortes massivos no Washington Post, que envolveram centenas de funcionários. O comentário dele foi feito após o jornal anunciar a demissão de cerca de um terço da equipe, nesta semana, impactos que afetaram várias áreas, inclusive esportes, cobertas locais e produção de áudio e vídeo. A publicação também informou que as equipes comerciais sofreram reduções.
Woodward, com carreira de décadas no Post e conhecido pela cobertura do caso Watergate, disse que leitores receberão menos notícias e análises. Ele reforçou a promessa de manter o jornalismo firme e disse que fará o que estiver ao seu alcance para que o Washington Post permaneça viável. O comentário foi feito publicamente pela primeira vez após as demissões, cuja divulgação ocorreu via rede social.
As demissões geraram críticas de ex-editores e de profissionais da imprensa, que apontam que a redução de equipes pode afetar a capacidade de cobrir notícias locais e a investigação jornalística. O jornal havia passado por mudanças editoriais nos últimos anos sob a liderança do editor-executivo Matt Murray.
Contexto: as demissões ocorrem após o proprietário Jeff Bezos decidir, em 2024, não endossar o apoio presidencial planejado pelo jornal e reorganizar as páginas de opinião, com foco em liberdades individuais e mercados livres. Na época, Woodward e Bernstein criticaram a decisão, afirmando que ela minava a tradição de endossos presidenciais do periódico. O Post também havia passado por queda de assinantes, com números expressivos no período anterior.
Outro ponto relevante envolve a estratégia da empresa desde a aquisição por Bezos em 2013, quando o executivo afirmou que o jornal precisava de sustentação financeira para evitar o encolhimento contínuo do negócio. Comentários públicos de Woodward sugerem preocupação com o futuro do jornalismo de apuração sob o novo cenário, enquanto a direção do grupo reforça compromissos com a cobertura de crise política, incluindo a análise de lideranças e eventos nacionais.
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