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Japão aprova primeiro tratamento com células-tronco para Parkinson

Japão aprova tratamento com células-tronco para Parkinson, usando células iPS; aprovação é condicionada e pode chegar ao mercado ainda neste ano

Foto: Chokniti Khongchum/Pexels
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  • Japão aprovou dois tratamentos com células-tronco: Amchepry para Parkinson e ReHeart para insuficiência cardíaca grave, com aprovação do Ministério da Saúde para produção e venda em tempo limitado.
  • Amchepry envolve transplante de células-tronco no cérebro do paciente e pode chegar ao mercado em meados deste ano.
  • ReHeart são lâminas de músculo cardíaco da startup Cuorips, que ajudam a formar novos vasos sanguíneos e a restaurar a função cardíaca, com venda prevista em breve.
  • O tratamento para Parkinson usa células iPS, criadas a partir de células adultas reprogramadas para voltar a ser jovens, o que pode torná-lo o primeiro produto comercial com essa tecnologia.
  • Em Kyoto, um estudo com sete pacientes, entre 50 e 69 anos, mostrou que o procedimento foi seguro e observou melhora nos sintomas após o implante de milhões de células em cada lado do cérebro.

O Japão aprovou dois tratamentos inovadores com células-tronco para Parkinson e insuficiência cardíaca grave, com previsão de chegar aos pacientes ainda neste ano. A decisão envolve a Sumitomo Pharma, com o Amchepry para Parkinson, e a Cuorips, com o ReHeart, lâminas de músculo cardíaco.

O Ministério da Saúde japonês confirmou a aprovação para produção e venda do Amchepry, que transplantará células-tronco ao cérebro. Ao mesmo tempo, autorizou o ReHeart, que visa formar novos vasos sanguíneos e restaurar a função cardíaca. A expectativa é de disponibilização em meses.

O anúncio foi feito nesta sexta-feira por uma das empresas envolvidas e pela imprensa, com menção a aprovação condicionada e de tempo limitado para o Amchepry. O objetivo é oferecer primeiras opções comerciais com base em iPS.

Ensaios clínicos e evidências

Pesquisas da Universidade de Kyoto apontaram que o tratamento com Amchepry foi seguro e eficaz, ao menos em sete pacientes com Parkinson, com idade entre 50 e 69 anos. Cada um recebeu entre cinco e dez milhões de células no cérebro.

As células iPS utilizadas são derivadas de doadores saudáveis e reprogramadas para se tornarem precursoras de neurônios produtores de dopamina, preservando o potencial terapêutico da técnica. A aplicação busca reduzir sintomas motores.

O Parkinson é uma doença degenerativa que compromete o sistema motor e provoca tremores e dificuldades de movimento. Dados da Fundação Parkinson estimam cerca de 10 milhões de casos globalmente.

A companhia explicou que o Amchepry recebeu aprovação para produção e comercialização sob regime de uso limitado, com monitoramento regulatório. O Ministério da Saúde destacou a relevância de avanços com células iPS no tratamento.

A imprensa japonesa aponta que, caso haja continuidade dos resultados, o portfólio pode ampliar o acesso a terapias celulares ao redor do mundo, além de abrir caminho para novas abordagens com iPS em outras doenças.

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