- Grandes varejistas do Reino Unido vão escrever para o primeiro-ministro Keir Starmer pedindo ação para o desemprego entre jovens, com nomes como Marks & Spencer, Sainsbury’s e Tesco entre os signatários.
- A British Retail Consortium afirma ter redigido a carta, que está sendo circulada entre seus 200 membros, e deve receber apoio de CEOs de M&S e Primark, além de Asda, Sainsbury’s, Morrisons e Tesco.
- O texto alerta que a “escada de oportunidades para jovens está tremendo” e propõe a criação de um grupo de trabalho conjunto entre varejo e governo para simplificar e ampliar o suporte à empregabilidade juvenil.
- A carta ainda solicita redução de custos para contratar jovens, visando facilitar a criação de mais oportunidades de emprego no setor.
- O contexto envolve o risco de “geração perdida” com mais de 1 milhão de jovens sem trabalho ou estudos, e medidas do governo de ampliar estágios e empregos com incentivo de bilhões de libras já anunciadas.
O setor varejista britânico planeja pedir ações do governo para enfrentar o desemprego entre jovens. Líderes de lojas como Marks & Spencer, Sainsbury’s e Tesco devem participar de uma carta a Keir Starmer, segundo a British Retail Consortium (BRC). O texto está sendo divulgado entre cerca de 200 associados e deve ser publicado nesta semana.
A carta sugere a criação de uma força-tarefa público-privada para simplificar o apoio regional e nacional a jovens no mercado de trabalho. Também propõe reduzir custos de contratação de jovens para estimular oportunidades. A ideia é apoiar entrada e progressão no emprego sem desencorajar recrutamento de quem está começando.
Contexto e contexto político
A mobilização ocorre em meio ao alerta de risco de uma “geração perdida”, conforme avaliação de um relatório encomendado pelo governo. O estudo atribui à escala do desemprego juvenil impactos econômicos e sociais, estimando custo superior a £125 bilhões por ano.
Medidas empresariais e exemplos
A M&S lançou recentemente um programa de 1.000 vagas de treinamento para jovens entre 16 e 24 anos, com duração de seis meses e sem exigência de diploma. O objetivo é inserir os jovens no piso de loja e oferecer oportunidades de ascensão interna.
Compromissos oficiais e cenário atual
Na esfera pública, o governo informou a criação de 300 mil novas vagas de estágio e treinamento nos próximos três anos, dentro de um pacote de £2,5 bilhões para apoio ao emprego juvenil. Empresas de setores como construção, saúde e hospitalidade integram a iniciativa.
Perspectivas de liderança
Stuart Machin, CEO da M&S, comentou que jovens estão perdendo oportunidades, citando trajetória de início humilde. Em outro eixo, o líder do setor, Simon Wolfson, da Next, destacou queda nas oportunidades de nível inicial e o aumento de candidatos por vaga, reforçando o entrelaçamento entre desemprego juvenil e a economia.
Entre na conversa da comunidade