- Embraer quer aumentar a produção de jatos comerciais no próximo ano, com foco em aeronaves mais eficientes devido aos preços elevados de combustível.
- A empresa pretende entregar até 100 jatos comerciais em 2027, cerca de 20% a mais do que neste ano.
- A projeção é de 85 jatos comerciais e entre 160 e 170 aeronaves executivas em 2026, mesmo com escassez de motores e fuselagens.
- Estuda ampliar o portfólio com um jato de fuselagem estreita maior para competir com A320 e 737, além de avaliar um novo jato executivo; não lançará dois projetos simultaneamente.
- A meta é chegar a US$ 10 bilhões em receita até 2030; India é foco de oportunidades, com acordos para explorar fabricação de jatos regionais, desde que haja pedidos de pelo menos 200 aeronaves.
A Embraer planeja aumentar a produção de jatos comerciais no próximo ano, diante da alta dos preços de combustível. A estratégia visa atender a demanda por aeronaves mais eficientes. A informação foi divulgada pela Bloomberg News, em Nova York.
O CEO Francisco Gomes Neto disse que a Embraer pretende entregar até 100 jatos comerciais em 2027, cerca de 20% acima do volume estimado para este ano. Os números aparecem mesmo com a escassez de motores e componentes.
Para 2026, a fabricante mantém a projeção de 85 jatos comerciais e entre 160 e 170 aeronaves executivas, segundo Gomes Neto. O foco continua nos jatos da família E2, que atendem 70 a 145 passageiros.
A empresa analisa o portfólio futuro, incluindo a possibilidade de um jato de fuselagem estreita maior, com concorrência direta aos modelos A320 e 737. Também contempla desenvolver um novo jato executivo.
Gomes Neto afirmou ainda que não pretende lançar dois projetos novos simultaneamente para evitar falhas históricas de concorrentes. Por ora, não há mudanças substanciais no eixo de produtos atual.
A Embraer aponta para a expansão de atuação na Índia, onde firmou em janeiro um memorando com o conglomerado Adani para explorar jatos regionais. Em fevereiro, firmou parceria com a Hindalco Industries para avaliar oportunidades locais.
Segundo o executivo, qualquer linha de montagem final no país depende de obter pelo menos 200 pedidos. A empresa mantém foco na estratégia de crescimento com os jatos E2, visando receita de US$ 10 bilhões até 2030.
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