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Meu Tudo disputa consignado com o Pan sem canibalizar, diz CFO do BTG

BTG mantém a Meu Tudo independente na nova vertical de crédito ao consumidor; disputa o Pan sem canibalizar a operação.

Edifício que abriga a sede do BTG: Banco Pan e Meu Tudo integram a nova vertical de Consumer Finance & Banking do BTG Pactual.
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  • BTG Pactual mantém a Meu Tudo independente dentro da nova vertical Consumer Finance & Banking, e a fintech disputará crédito consignado com o Banco Pan sem canibalizar a operação da subsidiária.
  • Há uma opção de compra de controle da Meu Tudo prevista no acordo, com mecanismo confirmado pelo CFO, sem detalhes de prazos.
  • A vertical já representou cerca de 11% das receitas do BTG no primeiro trimestre e pode chegar a patamar próximo de 20% no médio prazo.
  • A Meu Tudo tem originação mensal próxima de R$ 2,5 bilhões, com atuação 100% digital e foco em consignado INSS e privado.
  • A carteira de varejo é majoritariamente garantida (cerca de 90% a 95% da carteira), contribuindo para a estabilidade da exposição ao risco, mesmo com a maior participação do crédito ao consumidor.

A fintech Meu Tudo manterá operação independente dentro da nova vertical de Consumer Finance & Banking do BTG Pactual e disputará espaço com o Banco Pan no crédito consignado. A aquisição de 48% pela BTG foi concluída em abril, com opção de compra de controle. A afirmação foi feita pelo CFO do BTG, Renato Cohn, durante teleconferência com jornalistas na segunda-feira, 11, ao comentar o resultado do 1º trimestre.

Segundo Cohn, a operação não deve canibalizar o Pan, mas competir com o banco e com outras instituições que oferecem o mesmo produto. Ele ressaltou que a Meu Tudo permanece como uma empresa independente, com o apoio do BTG e caminho de crescimento próprio.

Sobre a opção de compra de controle, o executivo confirmou o mecanismo, sem detalhar prazos. A opção é prevista no acordo, com características de longo prazo. A expectativa é que a vertical de financiamento ao consumidor ganhe peso nas receitas do BTG nos próximos anos.

A vertical, consolidada após a integração do Pan no início deste ano, já respondeu por cerca de 11% das receitas do BTG no 1º trimestre, ante 10% no trimestre anterior. A projeção é chegar a patamar próximo de 20% no médio prazo, dependendo de evolução da área.

Cohn mencionou que, no longo prazo, a área de Consumer Finance pode representar 15% a 20% das receitas, desde que continue em crescimento. O objetivo é tornar o varejo bancário mais relevante para o conjunto do banco.

Durante a teleconferência com analistas, perguntas de representantes de bancos estrangeiros enfocaram a exposição ao crédito ao consumidor, historicamente sensível a ciclos macroeconômicos. O CFO reiterou que o BTG continua investindo no varejo, mesmo diante de ciclos econômicos.

Na visão de risco, o executivo destacou que a carteira de Consumer Finance é majoritariamente garantida, com veículos e consignado como garantias relevantes. A alavancagem do BTG permanece estável em 4,8 vezes, segundo o CFO.

Em relação ao cenário para o mercado de capitais no segundo semestre, Cohn minimizou o impacto de eleições. Ele afirmou que a eleição não deve gerar volatilidade significativa e que várias empresas estão prontas para abrir capital, sem citar nomes.

Fundada em Fortaleza em 2017, a Meu Tudo opera 100% de forma digital e foca consignado INSS e privado. Além da MeU Tudo, o BTG anunciou a aquisição do banco Digimais, em processo submetido a leilão do FGC e do Banco Central.

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