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Roche Diagnósticos fatura R$ 1,5 bi e CEO vê espaço para crescer

Roche Diagnóstica projeta faturamento de R$ 1,7 bi em 2025, com IA e automação, expandindo no SUS e mantendo a maioria do faturamento no setor privado

Carlos Martins, CEO da Roche Diagnóstica | "Se investirmos mais em prevenção, os problemas de saúde serão mais simples de resolver". (Foto: Empresa/Divulgação)
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  • A Roche Diagnóstica fatura R$ 1,5 bilhão no Brasil e pretende chegar a R$ 1,7 bilhão neste ano, segundo o CEO Carlos Martins.
  • Aproximadamente setenta por cento do faturamento vem do setor privado, com potencial de expansão no sistema público de saúde (SUS).
  • A empresa aposta em diversificação de clientes, automatização e inteligência artificial para acelerar o crescimento em 2026.
  • O Brasil tem participação relevante nas operações do grupo: em 2025 a Roche Diagnóstica entregou 31 bilhões de testes globalmente e o Brasil respondeu por 1,6 bilhão de unidades.
  • A diferença de investimento público em diagnóstico é apontada como desafio: o Brasil investe cerca de 0,5% do orçamento de saúde, abaixo de países desenvolvidos que chegam a aproximadamente 2%.

A Roche Diagnóstica tem visto o faturamento crescer no Brasil, com 1,5 bilhão de reais no ano passado. A empresa projeta chegar a 1,7 bilhão neste ano, ampliando a participação de clientes diferentes e investindo em inovações, como inteligência artificial.

O CEO Carlos Martins afirma que a estratégia envolve ampliar a carteira de clientes e acelerar a automação. Assim, o grupo busca ampliar a presença no setor privado, que responde por cerca de 70% do faturamento, sem abandonar o público.

A Roche avalia que ainda há espaço para expansão na rede pública de saúde brasileira. Martins cita a dependência do SUS pela maior parte da população, estimando que 75% das pessoas são atendidas pelo sistema público.

Inovação e automação

Os sistemas de diagnóstico da Roche já passam por transformações significativas. O objetivo é introduzir sensores com previsão de desgaste de componentes, com alertas automáticos que ajudam a reduzir paradas e custos com manutenção.

Outra frente é a automatização de processos, reduzindo etapas manuais e aumentando a velocidade das operações. A expectativa é que essas mudanças elevem a eficiência para clientes de diferentes portes.

Inteligência artificial e novos produtos

A empresa já utiliza IA em várias áreas, incluindo serviços de suporte e cadeias de suprimentos. O foco é expandir esse uso em 2026.

Em novembro, a Roche lançou no Brasil um sensor de glicemia que utiliza IA para prever a curva de glicose até sete horas à frente. O dispositivo, que custa cerca de 299 reais, pode apoiar pacientes com diabetes, especialmente crianças e casos de diabetes tipo 1.

No âmbito global, a Roche Diagnóstica entregou 31 bilhões de testes em 2025. No Brasil, o volume encaminhado atingiu 1,6 bilhão de unidades, de acordo com Martins.

Desafios e cenário de mercado

O executivo aponta que os riscos estão mais ligados à saúde da população do que à atuação da empresa. O crescimento do setor depende de investimentos públicos em prevenção e diagnóstico para evitar custos elevados no tratamento de doenças.

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