- A Kora Saúde, controlada pelo fundo HIG Capital, avalia apresentar recuperação extrajudicial nas próximas semanas, segundo fontes próximas à Bloomberg News.
- O processo depende de acordo com cerca de um terço dos detentores da dívida e suspende pagamentos para permitir negociações com credores.
- O timing e o formato ainda estão em discussão; outras empresas brasileiras, como Raízen e GPA, já recorreram a esse modelo recentemente.
- A empresa enfrenta pressão de caixa e aumento de custos operacionais, mantendo desde 2024 a renegociação de dívidas; em setembro a dívida era de quase R$ 2,5 bilhões.
- A Kora adiou a divulgação das demonstrações financeiras de 2025 devido a atrasos na auditoria e não possui títulos de dívida em dólar em circulação.
A Kora Saúde, controlada pelo fundo de private equity HIG Capital, avalia ingressar com um pedido de recuperação extrajudicial nas próximas semanas. A informação, apurada pela Bloomberg News, cita fontes próximas à operação não identificadas publicamente. A empresa negocia com credores há meses.
Um procedimento extrajudicial depende do apoio de cerca de um terço dos detentores da dívida e suspende pagamentos para permitir renegociar termos. O timing e o formato estão sob discussão, segundo as fontes. Representantes da Kora e do HIG não comentaram oficialmente.
O movimento acompanha ações similares de empresas brasileiras como Raízen e GPA, que buscaram proteção para renegociar dívidas recentemente. Juros altos, ao longo de períodos prolongados, pressionam empresas alavancadas e elevam custos de refinanciamento.
Contexto financeiro e implicações
A Kora é um dos maiores grupos hospitalares privados do Brasil e predomina no Espírito Santo, onde está sediada. A companhia enfrenta pressão de caixa e eleva custos operacionais, buscando reestruturar dívidas desde 2024. Em setembro, a dívida total alcançava quase R$ 2,5 bilhões.
A empresa adiou a divulgação de demonstrações financeiras de 2025 por atrasos na auditoria, segundo informações recentes. Atualmente, a Kora não possui títulos de dívida em dólar circulando no mercado. Caso não haja acordo com credores, a recuperação judicial pode ser tomada como alternativa.
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