- Pesquisa com mil consumidores brasileiros, em dezembro de 2025, aponta que 72,4% usam o buscador para validar compras e 53,1% seguem a fonte do Google quando há informações divergentes entre canais.
- Influenciadores impactam apenas 2,2% das decisões de compra; o Google e as avaliações orgânicas pesam mais na decisão.
- Entre as gerações X e Y, o Google deixou de ser apenas buscador e passou a ferramenta principal, com 64% de lembrança espontânea; entre quem tem ensino superior chega a 70% e na Classe B, 69%.
- O Android está presente em 78% dos aparelhos no Brasil, o que facilita o uso da busca do Google, que fica nativa nesses dispositivos.
- Além do Google, marketplaces como Mercado Livre, Amazon e Shopee somam 27,3% da preferência na fase inicial, enquanto o Google Shopping fica em 15,9%; a inteligência artificial ajuda a organizar informações, mas a decisão final acontece no ambiente conhecido.
O Google continua sendo a principal ferramenta de validação de compras no Brasil. Em dezembro de 2025, uma pesquisa com mil consumidores revelou que 72,4% recorrem ao buscador para confirmar produtos e serviços, enquanto influenciadores impactam apenas 2,2%.
O estudo, intitulado Mapa da Busca no Brasil, foi realizado pela Optimiza Marketing em parceria com AB Pesquisas. Abrangeu pessoas de todas as regiões e classes sociais, considerando apenas intenção de compra, não entretenimento.
Entre as gerações X e Y, o Google deixou de ser apenas um motor de busca: tornou-se o primeiro passo na decisão de compra. Na prática, 72,4% dos respondentes indicaram o buscador na etapa inicial.
Resultados por perfil
Entre quem tem Ensino Superior, a preferência pelo Google é de 70%, e na Classe B chega a 69%. O acesso a Android, presente em 78% dos aparelhos no Brasil, contribui para a prevalência do buscador nativo.
O papel do Google na jornada de compra fica claro pela confiança na fonte: 53,1% seguem informações vindas do Google quando há divergência entre canais. Redes sociais ocupam apenas 10,2% do veredito final.
Confiança e formatos
Conteúdos orgânicos valem mais para os consumidores: 63% confiam no conteúdo não patrocinado. Assim, 55% avançam para a segunda página de resultados para evitar patrocínio. Avaliações de outros consumidores influenciam 43,5%.
Influenciadores digitais exercem menor impacto, com apenas 2,2% de influência sobre a decisão de compra. Anúncios pagos aparecem menos relevantes na fase decisória.
Impactos no ecossistema de compra
Mercado Livre, Amazon e Shopee somam 27,3% de preferência na etapa inicial da jornada, acima dos 15,9% do Google Shopping. Inteligência artificial organiza informações no início, mas a transação tende a voltar ao ambiente conhecido.
Para marcas, o estudo aponta um caminho: construir autoridade técnica para IA indexar, manter presença em marketplaces e fortalecer a reputação no Google. Viralizar no TikTok gera desejo, mas não garante receita imediata.
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