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China restringe exportação de fertilizantes, agravando oferta na guerra

China restringe exportações de fertilizantes, agravando o aperto global já pressionado pela guerra e elevando custos para produtores e mercados internacionais

Fertilizantes representam um custo significativo na cadeia do alimento
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  • A China está restringindo exportações de fertilizantes para proteger o mercado interno, pressionando o abastecimento global já apertado pela guerra entre EUA e Israel contra o Irã.
  • Em meados de março, Pequim proibiu exportações de misturas de nitrogênio e potássio e de certas variedades de fosfato, segundo fontes à Reuters.
  • A proibição pode abranger entre metade e três quartos das exportações chinesas do ano passado, estimam analistas, potencialmente até 40 milhões de toneladas.
  • Além disso, apenas alguns fertilizantes — principalmente o sulfato de amônio — poderiam ser exportados, com restrições já em vigor e cotas de ureia.
  • Autoridades e empresas acompanham a possibilidade de extensão das restrições, com relatos de que não há sinal de retomada antes de agosto; Filipinas disseram que o governo chinês garantiu que as exportações não seriam restringidas.

A China restringe as exportações de fertilizantes para proteger seu mercado interno, conforme fontes do setor, aumentando a pressão sobre mercados globais já pressionados pela guerra. A medida eleva temores de desabastecimento e elevações de preços.

A restrição afeta especialmente misturas de nitrogênio e potássio e alguns fosfatados, com a proibição ocorrendo em meados de março. A informação veio a público após cobertura da Bloomberg News e apuração da Reuters.

O governo chinês não divulgou oficialmente a medida, que já envolve outras restrições, como cotas de ureia. Apenas alguns fertilizantes, principalmente o sulfato de amônio, estariam liberados para exportação, segundo fontes.

Estimativas da Reuters indicam que entre metade e 80% das exportações de 2023 podem estar restritas, chegando a até 40 milhões de toneladas. Analistas apontam que a China prioriza o abastecimento interno.

A indústria aponta que compradores aguardavam intervenção chinesa para suavizar a escassez global, mas a restrição tende a ampliar os déficits, elevando preços internacionais. A ureia subiu cerca de 40% desde o início da crise.

Fertilizantes são cruciais para o rendimento agrícola. Elevações de custo podem levar a menor uso ou mudança para culturas menos dependentes de insumos. Dados indicam que o Brasil e outros países tiveram participação relevante nas exportações.

Em 2023, o Brasil, a Indonésia e a Tailândia receberam cerca de um quinto das exportações chinesas; Malásia e Nova Zelândia, um terço; a Índia, aproximadamente 16%, segundo o International Trade Centre. Parte das exportações está agora restrita.

Questionada, a China informou que as exportações de fertilizantes não seriam limitadas, segundo as Filipinas. Autoridades chinesas não comentaram oficialmente o embargo. Análises indicam que o efeito se mantém até após o pico de exportação de junho a agosto.

Vendedores em Xangai indicaram que as proibições devem permanecer até agosto, dependendo de sinais oficiais após o plantio da primavera. Produtores aguardam diretrizes do governo para eventuais extensões.

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