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MBRF sob pressão do ciclo pecuário dos EUA; pior ficou para trás

MBRF afirma que o pior do ciclo pecuário nos EUA ficou para trás, mas o lucro do trimestre caiu 92% com custos financeiros elevados e gripe aviária

Tim Klein, CEO da National Beef, controlada pela MBRF, disse que não espera uma recuperação relevante da oferta de gado americano até 2027 (Foto: Nick Oxford/Bloomberg)
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  • A MBRF reportou lucro líquido de R$ 91 milhões no quarto trimestre de 2025, queda de 92% ante o mesmo período do ano anterior, com receita líquida de R$ 43,915 bilhões, alta de 4,8%.
  • O volume vendido atingiu 2,192 milhões de toneladas, enquanto o EBITDA ajustado caiu 9,1%, para R$ 3,410 bilhões, com margem de 7,8%.
  • O desempenho foi pressionado pelo ciclo pecuário nos Estados Unidos, que elevou o custo do gado, e pela gripe aviária, que impactou a operação de aves e exportações.
  • O vice-presidente de Finanças citou juros elevados no Brasil e dívida mais alta, principalmente por dividendos da fusão entre Marfrig e BRF, como fator adicional de pressão financeira.
  • Em 2025, a empresa teve receita líquida recorde, próxima de R$ 164 bilhões, com expectativa de melhora gradual a partir de 2026 e possível recuperação reais do ciclo pecuário apenas em 2027.

A gigante brasileira do setor de alimentos, resultante da fusão entre Marfrig e BRF, aponta que o pior do ciclo pecuário nos EUA ficou para trás, mas seus impactos ainda aparecem nos resultados do quarto trimestre de 2025. Executivos destacam sinais de melhora, ainda que o ambiente permaneça desafiador no curto prazo.

No trimestre, a empresa registrou lucro líquido de 91 milhões de reais, queda de 92% ante o mesmo período de 2024. A receita líquida chegou a 43,9 bilhões de reais, alta de 4,8%, sustentada por maior volume e preços em diferentes geografias.

O volume total vendido atingiu 2,192 milhões de toneladas, enquanto o Ebitda ajustado caiu 9,1%, para 3,41 bilhões de reais, com margem de 7,8%. A combinação de ciclo de gado nos EUA e restrições por gripe aviária pesou na rentabilidade.

Causas apontadas pelos executivos incluem o aumento do custo do gado nos Estados Unidos e o impacto da gripe aviária nas operações de aves, que afetou exportações e margens. Além disso, juros mais altos no Brasil elevaram o custo financeiro.

Na América do Norte, a demanda manteve-se firme apesar da menor oferta de animais, o que ajudou a conter quedas de receita. O vice-presidente de Finanças citou ainda a maior pressão financeira causada por dívida alta e pelo ritmo de dividendos da fusão, somado ao aumento da taxa Selic.

Apesar do cenário adverso, a administração prevê melhora gradual com o reequilíbrio do ciclo pecuário e ajustes de capacidade na região norte-americana. A normalização da oferta de gado, porém, deve levar tempo e manterá pressão de custos.

Desempenho 2025 e orientação

No consolidado de 2025, a MBRF informou receita líquida recorde de cerca de 164 bilhões de reais, avanço próximo de 12% e crescimento de volume, sustentando a estratégia de diversificação geográfica e de portfólio multiproteína. O CEO destacou o ano como um período de resultados relevantes.

No âmbito geopolítico, o entorno do Oriente Médio recebeu atenção por tensões regionais, com a empresa afirmando não ter sido impactada de forma relevante até o momento. Estruturas de estoque foram ajustadas para mitigar possíveis interrupções logísticas.

A transportadora de frete também passou por reajustes de custos, que a MBRF classificou como taxa de guerra, sendo repassados aos clientes. A companhia afirma que a demanda permanece estável, com consumidores buscando manter estoques.

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