- Magazine Luiza encerrou 2025 com caixa de R$ 8 bilhões e dívida bruta de R$ 4,9 bilhões, resultando em caixa líquido ajustado de R$ 3,1 bilhões.
- O CFO Roberto Bellissimo disse que a empresa aumentou o caixa e reduziu a dívida ao mesmo tempo, com foco em seguir amortizando a dívida com geração de caixa.
- O ciclo de desalavancagem inclui vencimentos distribuídos: R$ 1 bilhão em 2026, R$ 1,3 bilhão em 2027, R$ 1,6 bilhão em 2028, R$ 700 milhões em 2029 e R$ 300 milhões em 2030.
- A companhia já amortizou R$ 1 bilhão da 10ª emissão de debêntures em outubro, com recomposição do caixa no quarto trimestre pela operação.
- Até março, Magalu planeja migrar 100% do crediário direto ao consumidor para a financeira própria, o MagaluPay, visando menor carga tributária, custo de funding e maior rentabilidade.
O Magazine Luiza encerrou 2025 com sinais de desalavancagem mais robustos. O caixa total ficou em R$ 8 bilhões e a dívida bruta em R$ 4,9 bilhões, resultando em caixa líquido ajustado de R$ 3,1 bilhões. O movimento ocorre após dois anos de estratégia de liquidez.
O CFO Roberto Bellissimo detalhou a estratégia por trás dos números e as perspectivas para 2026. Segundo ele, a empresa busca manter amortizações constantes à medida que gera caixa, fortalecendo a posição financeira sem depender de novas captações.
O caixa líquido recuou de R$ 3,3 bilhões em dez/2024 para R$ 1,6 bilhão em set/2025, antes de subir novamente no encerramento do ano. A queda veio de uma amortização de R$ 1 bilhão da 10ª emissão de debêntures em outubro.
1) Estrutura da dívida e cronograma
O cronograma de vencimentos está distribuído ao longo dos próximos anos: R$ 1 bilhão em 2026, R$ 1,3 bilhão em 2027, R$ 1,6 bilhão em 2028, R$ 700 milhões em 2029 e R$ 300 milhões em 2030. O objetivo é evitar concentração de curto prazo e riscos de refinanciamento.
2) Racional da desalavancagem
A empresa busca reduzir a exposição gradualmente, sem depender de nova captação nem da queda da Selic como condicionante. Em 2024 e 2025 a despesa financeira subiu por causa da elevação da taxa básica, de 10,75% para 15%.
Bellissimo separa os efeitos: parte da despesa vem da dívida de balanço, que diminui com amortizações; outra parte vem do desconto de recebíveis, próprio do modelo de venda a prazo.
3) Desempenho e meta de margem
Antes da pandemia, a empresa operava com EBITDA em 8% e despesa financeira de 2% da receita líquida. O objetivo é retornar a esse patamar. Hoje, a despesa financeira representa 5,3% da receita, mais do que o recomendado.
4) Visão externa: avaliação de mercado
O Itaú BBA considera melhora estrutural, mas aponta o quarto trimestre como negativo, mantendo alvo de R$ 10,00 para fim de 2026. A queda do GMV online foi de 5,3% no período, em contraste com crescimento geral do varejo online.
5) Reação ao ambiente competitivo
O banco destaca a parceria entre Casas Bahia e Mercado Livre como aumento da competição em categorias fortes do Magalu. Bellissimo sustenta que a estratégia é reposicionamento para um espaço de marca e curadoria.
6) Caminho para 2026: financeiro interno
A equipe aponta dois itens não recorrentes que ajudam a base de comparação: baixa contábil de estoques de R$ 299 milhões e ajuste de R$ 135,9 milhões na Luizacred. O CFO afirma que esses efeitos entram como ganho futuro.
7) Migração de crédito para o MagaluPay
Até o fim de março, a empresa planeja migrar 100% do crediário direto ao consumidor para dentro do MagaluPay, a financeira própria. Bellissimo ressalta redução de carga tributária e custo de funding mais baixo.
8) Perspectiva de rentabilidade
A expectativa é de uma melhora na rentabilidade, com foco em um crediário mais eficiente dentro da financeira, elevando o retorno sobre vendas futuras. A empresa enfatiza manter o foco em produtos com marca e qualidade.
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