- Lenders de Thames Water apresentaram um plano de resgate de 10 bilhões de libras, incluindo o pagamento integral de multas por vazamentos e poluição.
- O pacote prevê cerca de 3,35 bilhões de libras de aporte em dinheiro e 6,65 bilhões de libras em dívida, para evitar uma administração governamental temporária.
- O acordo manteria as tarifas dos 16 milhões de clientes no sudeste da Inglaterra em nível já estabelecido até 2030, ao menos, em vez de elevá-las.
- A proposta envolve perdão de parte das dívidas aos credores seniores (aproximadamente 30%), com os credores menores (classe B) tendo perdas totais; a Thames Water também deixaria de pagar dividendos até, pelo menos, 2035.
- A aprovação depende de avaliação da reguladora Ofwat, do governo (secretaria de Meio Ambiente) e de outros órgãos reguladores, além de deliberação pela diretoria da empresa.
Thames Water apresentou aos seus credores um plano de resgate no valor de 10 bilhões de libras, com foco em evitar a falência e a eventual administração pelo governo. O acordo envolve quitar centenas de milhões em multas por vazamentos e poluição.
O grupo de credores é formado por private equity e investidores, incluindo Elliott Management e Silver Point Capital, ambos dos EUA, além de Aberdeen e Insight Investment. A iniciativa prevê infusão de cerca de 3,35 bilhões de libras em caixa.
Como contrapartida, cerca de 6,65 bilhões de libras seriam levantadas em dívida, mantendo a empresa sob operação privada, mas com controle remoto pelos credores. A proposta também prevê pausas em dividendos até 2035.
Detalhes do plano e condições
Segundo o documento divulgado, todas as multas existentes seriam quitadas na íntegra, com pagamento adiantado para cobrir eventuais déficits futuros frente às metas da Ofwat. Futuras sanções por poluição permaneceriam.
O acordo está sujeito à aprovação da Ofwat, do Conselho de Thames Water e de autoridades regulatórias, como o Drinking Water Inspectorate e a Environment Agency. A ideia é evitar que a empresa vá a um regime de administração.
O pacote envolveria a redução de cerca de 30% da dívida sênior, mantendo a Thames Water como empresa privada. Credores menores, chamados de classes B, ficariam integralmente desonerados.
Em contrapartida, Thames Water não pagaria dividendos aos investidores até pelo menos 2035. A empresa, que emprega cerca de 8 mil pessoas, tem fluxos de caixa sensíveis a tarifas e multas.
A medida busca manter os custos para os clientes estáveis, evitando aumentos adicionais de tarifas que já vinham sendo discutidos para o sudeste da Inglaterra. Thames Water atende cerca de 16 milhões de clientes.
O tema volta ao centro das atenções após críticas sobre desempenho ambiental e casos de poluição que acarretaram multas significativas nos últimos anos. Continua a depender de aprovação regulatória para avançar.
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