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Restaurantes fecham por falha de controle operacional, não por falta de clientes

CEO afirma que fechamentos ocorrem por falhas operacionais; controle em tempo real e integração de canais definem margem e sobrevivência

Setor de alimentação movimenta R$ 1 trilhão ao ano no Brasil, mas muitos restaurantes fecham por falta de controle operacional, aponta CEO de foodtech.
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  • O setor de alimentação fora do lar emprega 5,7 milhões de pessoas no Brasil e movimenta mais de R$ 1 trilhão por ano.
  • Segundo Élida Queiroz, CEO da Altec, o principal motivo de fechamentos não é a falta de clientes, e sim a falta de controle operacional.
  • Desvios de CMV, desperdícios e compras sem previsibilidade corroem a margem e surgem já no fechamento do mês.
  • Falhas operacionais, como tempo de espera, prato indisponível ou erro no pedido, afetam avaliações online e a recorrência de clientes.
  • Expandir canais sem integração de dados gera divergências financeiras e retrabalho, prejudicando o caixa e a experiência do cliente.
  • A previsibilidade, com automação financeira, controle de estoque e análise de desempenho em tempo real, ajuda a tomar decisões rápidas e proteger a margem.

O setor de alimentação fora do lar emprega cerca de 5,7 milhões de pessoas no Brasil e movimenta mais de R$ 1 trilhão por ano, segundo o IBGE e a Abrasel. Mesmo assim, muitas casas fecham por falta de controle operacional, não pela ausência de clientela. A afirmação é de Élida Queiroz, CEO da Altec, startup brasileira de software de gestão para bares e restaurantes.

Para a executiva, a operação desorganizada corrói margem, gera falhas e afeta a percepção da marca. A reputação online é decisiva, já que 98% dos consumidores leem avaliações antes de escolher um local, com restaurantes entre os mais avaliados. A seguir, os cinco movimentos que diferenciam negócios lucrativos de falhas.

Os cinco pontos que definem a margem

  • Desvios de custo de mercadorias (CMV) e desperdícios: pequenas variações se acumulam ao fechar o mês, comprometendo a margem sem aviso prévio. Sem visibilidade em tempo real, o controle fica dificultado.
  • Falhas operacionais que afastam clientes: tempo de espera, pratos indisponíveis e erros no pedido elevam o risco de avaliações negativas e reduzem a probabilidade de retorno dos clientes.
  • Omnicanalidade sem integração: canais como delivery, retirada e salão devem compartilhar dados; sem integração, surgem divergências e retrabalho que afetam o caixa.
  • Tolerância a erro caiu com preços estáveis: consumidores aceitam ajustes de preço quando há valor percebido, mas não toleram falhas recorrentes que demoram a ser corrigidas.
  • Previsibilidade como condicionante para crescer: automação financeira, controle de estoque e análise de desempenho ajudam a tomar decisões rápidas; dados em tempo real protegem a margem.

Perspectivas para gestão e crescimento

Segundo Élida, restaurantes que dominam custos e operações mantêm margem estável sem ajustes frequentes de preço, fortalecem a marca e elevam a competitividade. A automação e a mensuração contínua de desempenho são apontadas como diferenciais entre negócios estruturados e operações vulneráveis.

A executiva enfatiza que o restaurante que enxerga seus números em tempo real toma decisões rápidas e seguras, impactando diretamente o crescimento e a longevidade no varejo alimentício. O improviso, segundo ela, tende a custar caro. Furos operacionais podem resultar em prejuízos que se tornam perceptíveis apenas tarde demais.

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