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Novo CEO da Porsche aposta em cortes e carros além do 911 para elevar margens

Novo CEO da Porsche corta custos e mira modelos acima do 911 para elevar margens, com queda de vendas na China e pressão tarifária nos EUA

As vendas da Porsche na China caíram 26% no ano passado, depois que a concorrência local se intensificou.
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  • O novo presidente-executivo Leiters enfatiza cortes de custos e redução de camadas de gestão para elevar margens e fluxo de caixa.
  • A Porsche espera vender até 36 bilhões de euros neste ano, com margem operacional mínima de 5,5%, frente a 1,1% no ano anterior.
  • Os investimentos atingirão pico neste ano e deverão cair depois, com redução de gastos em pesquisa, desenvolvimento e veículos elétricos.
  • As vendas na China caíram 26% no último ano, levando a empresa a reduzir a rede de concessionárias e ajustar software local.
  • Nos Estados Unidos, tarifas pesaram cerca de 700 milhões de euros em 2025; a Porsche também prevê reajustes no quadro de funcionários e dividendos de 1 euro por ação ordinária e 1,01 euro por ação preferencial.

A Porsche apresenta um plano de austeridade para elevar margens e fluxo de caixa com foco em modelos acima do 911 e do Cayenne. O novo CEO, Oliver Leiters, afirmou em comunicado nesta quarta-feira que serão tomadas decisões difíceis para reduzir custos. A meta é recuperar rentabilidade após turbulência recente.

Leiters substituiu Oliver Blume em janeiro e busca recuperar o desempenho após um ano desafiador. A empresa caiu no índice DAX em 2025 e reduziu a orientação financeira quatro vezes, refletindo pressão de custos e concorrência.

A montadora prevê queda de até 36 bilhões de euros em vendas neste ano e planeja investir menos com pesquisa e desenvolvimento, incluindo em veículos elétricos, para sustentar margens melhores. Leiters deverá dialogar com sindicatos sobre novas medidas.

A Porsche planeja cortar camadas de gestão e estruturas hierárquicas, buscando modelos acima dos esportivos e do Cayenne para sustentar margens. A empresa já anunciou cortes de cerca de 3900 empregos até o fim da década, incluindo 2000 temporários, com quadro atual de ~40 mil.

Na China, as vendas recuaram 26% no ano passado, diante da intensificação da concorrência local e de desaceleração econômica. A Porsche está reduzindo a rede de concessionárias e ajustando software do veículo para o gosto local.

Nos EUA, maior mercado individual, a empresa enfrenta tarifas que pesaram cerca de 700 milhões de euros em 2025. A estratégia envolve ampliar a presença de modelos híbridos e com trens de força não totalmente elétricos, reduzindo dependência de EVs puros.

A empresa projeta margem operacional de ao menos 5,5% neste ano, frente 1,1% em 2024. Impostos dos EUA e encargos com transição para EV impactaram resultados recentes, com melhoria esperada para 2026.

A Porsche manterá dividendos de 1 euro por ação ordinária e 1,01 euro por preferencial, valor abaixo do pago no ano anterior. A gestão também planeja reorganizar o portfólio para manter rentabilidade diante da pressão competitiva.

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