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IA no trabalho vira regra, convivência entre funcionários é o desafio

IA já integra a rotina, mas adaptação humana não acompanha; 70% dos obstáculos são culturais, aumentando pressão e carga de trabalho

A capa do estudo Panorama de Sentimento das Lideranças 2026, realizado pela Newnew
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  • Estudo Panorama de Sentimento das Lideranças 2026, da Newnew, aponta que cerca de oitenta por cento das empresas brasileiras já usam IA em algum nível, mas apenas onze por cento consideram a implementação “deu super certo”.
  • Adoção rápida da IA não veio acompanhada de mudanças equivalentes na forma de trabalhar, gerando o paradoxos de maior produtividade convivendo com maior pressão e menos tempo de pausa; quarenta e um por cento das lideranças citam saúde mental como principal pressão.
  • A principal dificuldade não é tecnológica: cerca de setenta por cento dos obstáculos são humanos e estratégicos, com falta de direção clara e cultura organizacional que não orienta o uso cotidiano.
  • IA atua como copiloto no trabalho e também no dia a dia doméstico, elevando notificações, relatórios e demandas, muitas vezes fora do ambiente do escritório.
  • O caminho futuro é desenvolver competências humanas — pensamento analítico, pensamento crítico, alfabetização tecnológica e inteligência emocional — para evitar dependência excessiva dos algoritmos e transformar a organização, não apenas a tecnologia.

A inteligência artificial já faz parte da rotina de trabalho em muitas empresas brasileiras. Técnicas de IA são usadas para redigir textos, analisar dados, organizar tarefas e automatizar processos. No entanto, a adoção acelerada não veio acompanhada de mudanças proporcionais na cultura organizacional.

O levantamento Panorama de Sentimento das Lideranças 2026, da Newnew, mostrou que cerca de 80% das empresas já utilizam IA em algum nível. Mesmo assim, apenas 11% das lideranças avaliam a implementação como bem-sucedida. A conclusão aponta para uma transformação ainda insuficiente.

A pesquisadora Mariana Achutti, CEO da Newnew, afirma que a adoção é parte de um aprendizado que ainda está no início. Ela destaca que muitas organizações entraram em um movimento rápido de experimentação para não ficar para trás.

O paradoxo da produtividade

A presença da IA costuma gerar promessas de ganho de eficiência, mas, na prática, há relatos de mais tarefas e pressão. O estudo indica que 41% das lideranças citam a saúde mental como principal fonte de pressão no ambiente de trabalho.

Tecnologias que aceleram processos elevam também as expectativas de desempenho. A executiva explica que o ritmo de adaptação humana não acompanha a velocidade da tecnologia, criando um desequilíbrio entre ferramentas e equipes.

Esse efeito é mais perceptível em ambientes remoto ou híbridos, onde notificações e tarefas se multiplicam. O resultado é uma sensação constante de urgência e carga cognitiva maior para os profissionais.

O gargalo não é tecnológico

Embora a IA esteja disponível, a maior dificuldade para gerar valor real está nos aspectos humanos e estratégicos. Cerca de 70% dos obstáculos são de natureza organizacional, não técnico, aponta o estudo.

A falta de direção clara aparece como erro recorrente: quais decisões a IA deve embasar, onde há vantagem competitiva e quais processos mudam. A cultura organizacional também aparece como entrave: equipes recebem ferramentas sem orientação de uso diário.

Achutti alerta que a IA não deve ser tratada apenas como projeto de tecnologia. Sem liderança, estratégia, cultura e aprendizagem, os potenciais benefícios não se materializam.

A casa virou extensão da transformação

A IA está cada vez mais integrada à vida doméstica, com copilotos digitais que redigem textos, resumem reuniões e analisam planilhas, muitas vezes fora do escritório. Esse movimento amplia a rotina de trabalho para dentro de casa.

O Future of Jobs Report 2025, do World Economic Forum, aponta que habilidades em tecnologia, dados e pensamento crítico aumentarão em importância. O cenário sugere que o espaço doméstico passa a apoiar a infraestrutura do trabalho digital.

O próximo salto da IA será humano

O caminho futuro envolve desenvolver habilidades humanas para lidar com as ferramentas. Há risco de dependência excessiva dos algoritmos, o que pode reduzir o julgamento crítico.

As competências mais valorizadas passam a ser pensamento analítico, pensamento crítico, alfabetização tecnológica e inteligência emocional. Organizações que aprendem mais rápido tendem a ganhar vantagem competitiva.

A conclusão, segundo a Newnew, não é se a IA aparece no trabalho, mas como reorganizar processos, expectativas e habilidades para que humanos e máquinas convivam sem transformar a eficiência em sobrecarga.

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