- Investidores têm se voltado para o chamado Halo (ativos pesados, baixa obsolescência), ativos físicos com menor risco de disrupção pela IA, como energia e infraestrutura de transporte.
- Em termos de definição, Halo são negócios com capital físico relevante e relevância econômica de longo prazo, como redes, dutos, utilidades e infraestrutura de transportes.
- Até o fim de fevereiro, mercados do Reino Unido e da União Europeia atingiram níveis recordes, com o FTSE 100 impulsionado por companhias tradicionais e o Stoxx 600 também em máximos.
- A Goldman Sachs informou que o seu cesto de mais de cem grandes empresas gastadoras superou, desde 2025, um grupo semelhante de firmas com menos capital em 35%, destacando a valorização de ativos intensivos.
- Analistas citados destacam que a rotação de ações de IA e crescimento para ativos tangíveis pode beneficiar setores como energia, materiais e infraestrutura, com exemplos de empresas de petróleo, gás e utilidades.
O halo de ativos, ou Halo, ganha espaço entre investidores que buscam resiliência frente a mudanças provocadas pela IA. O conceito reúne ativos físicos pesados e de baixa obsolescência, como energia e infraestrutura de transportes.
A Goldman Sachs explica que, desde 2025, o grupo de mais de 100 grandes gastos superou significativamente firmas menos dependentes de capital. Em conhecimento de mercado, o valoração de ativos físicos se tornou motor de retorno.
Para a instituição, a reorientação corporativa envolve retornar a ativos tangíveis após anos de subinvestimento, especialmente na Europa, elevando a atratividade de companhias com infraestrutura e maquinaria de longa duração.
Halo e o desempenho nos mercados
Mercados da Grã-Bretanha e da União Europeia atingiram máximas recordes até fevereiro, impulsionados pela rotação para ativos reais. O FTSE 100 subiu em fevereiro, repetindo séries de recordes em meio a esse movimento.
Analistas atribuem o comportamento ao fluxo de investidores para setores de energia, materiais e indústria. A visão é de que empresas com ativos intensivos tendem a manter valor diante de choques tecnológicos.
O índice pan-europeu Stoxx 600 também atingiu recordes recentemente, com ganhos atribuídos à migração de capitais de tecnologia dos EUA para setores industriais e de infraestrutura.
Casos de referência e comparação setorial
Frontline, navio tanque com atuação em Cypri, lidera ganhos na Stoxx 600, com alta de cerca de 57% neste ano. A Kongsberg Gruppen, da Noruega, acumula alta de aproximadamente 46% desde janeiro.
Por outro lado, firmas de software e dados enfrentam pressão, à medida que serviços ligados à IA passam a afetar modelos de receita de empresas do setor.
Dados de mercado mostram que o ciclo de valorização favorece ativos reais e infraestrutura, reduzindo a dependência de plataformas de software. A visão é de que a robustez dessas fontes sustenta ganhos.
Analistas lembram que avaliações de ações capital-intensivas passaram a ser vistas com outros olhos. O equilíbrio entre risco e retorno favorece empresas com redes, utilidades e logística.
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