- As ações do Mercado Livre caíram até 14% em Nova York após a divulgação do balanço, a maior queda intradiária desde 2024, com lucro líquido do 4º trimestre em US$ 559 milhões, abaixo da estimativa de US$ 596 milhões.
- A receita líquida subiu 45% na comparação anual, para US$ 8,8 bilhões, acima da expectativa de US$ 8,5 bilhões, impulsionada por frete grátis no Brasil e uso ampliado de crédito.
- Mesmo com crescimento, investimentos robustos em comércio eletrônico e fintech pressionaram as margens, levando a reação negativa do mercado e às ações no menor nível desde dez/2024.
- O CEO Ariel Szarfsztejn assumiu em 1º de janeiro, substituindo Marcos Galperin, que passou a atuar como presidente executivo do conselho.
- No Mercado Pago, o volume total de pagamentos alcançou US$ 83,7 bilhões, alta de 42%, e a carteira de crédito chegou a US$ 12,5 bilhões; o GMV da plataforma atingiu US$ 19,9 bilhões, com almost 78 milhões de usuários ativos mensais.
O Mercado Livre registrou lucro líquido menor que o esperado no quarto trimestre, o que derrubou as ações na bolsa de Nova York. O resultado veio após o balanço divulgado na terça-feira, 25 de dezembro, e ajudou a explicar a pressão sobre margens provocada pelos investimentos nas principais frentes de negócio. O papel chegou a recuar até 14% no pregão vespertino, configurando a maior queda intradiária desde 2024.
O lucro líquido ficou em US$ 559 milhões, abaixo da média de US$ 596 milhões prevista por analistas ouvidos pela Bloomberg. A receita líquida, por sua vez, subiu 45% na base anual, para US$ 8,8 bilhões, superando o consenso de US$ 8,5 bilhões. O crescimento ocorreu apesar da aceleração dos gastos com comércio eletrônico e fintech.
A margem operacional foi pressionada pelos investimentos para manter a liderança competitiva frente a rivais como Amazon e players asiáticos, incluindo Shein. A gestão argumenta que tais gastos fortalecem a proposta de valor e a fidelidade do cliente no longo prazo.
Mercado Pago
No braço financeiro, o Mercado Pago teve expansão de operações, com o volume total de pagamentos no trimestre em US$ 83,7 bilhões, alta de 42%. A carteira de crédito cresceu 90%, alcançando US$ 12,5 bilhões, e os usuários ativos mensais chegaram a quase 78 milhões. Os ativos sob gestão somaram quase US$ 19 bilhões.
A divisão de pagamentos também mostrou avanços na América Latina, com foco em ampliar a oferta de crédito e soluções digitais para consumidores e vendedores. A liderança destacada pela empresa envolve melhorias em inteligência artificial para aperfeiçoar buscas, recomendações e atendimento.
Segundo analistas, a estratégia de investir em frete grátis, logística e crédito pode pressionar a rentabilidade de curto prazo, mas pode ampliar engajamento e receitas de publicidade no longo prazo. A gestão afirma que a competição atual impulsiona inovações e propostas mais atraentes aos consumidores.
A reportagem destaca que Ariel Szarfsztejn assumiu o cargo de CEO em janeiro, substituindo Marcos Galperin, que passou a presidir o conselho. O movimento de liderança ocorre em meio à transição histórica da companhia. Bloomberg é a principal fonte das informações.
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