- A Pfizer planeja aplicar lições do lançamento do Viagra no lançamento do seu novo remédio para obesidade, Metversa, adquirido recentemente.
- A estratégia deve ser adaptada a necessidades de cada paciente, com lançamento imediato nos principais mercados e abordagem personalizada.
- Metversa ainda está em estágio anterior de dados públicos, após competição de licitações com a Novo Nordisk; os resultados mostraram perda de até 12% do peso em seis meses em comparação com placebo.
- O medicamento da Pfizer é uma geração mensal, o que pode exigir menos ingrediente ativo e facilitar a produção em relação a concorrentes semanais.
- A empresa pretende lançar o produto nos principais mercados da Europa e da Ásia, focando em pacientes que pagam do próprio bolso, e analisa modelos de venda via farmácias e e-commerce.
A Pfizer planeja aplicar lições do lançamento do Viagra no próximo passo estratégico para seu novo medicamento contra obesidade, adquirido junto à Metsera. A companhia avalia a melhor forma de apresentar o tratamento e reconhece a sensibilidade do tema.
Segundo Alexandre de Germay, diretor comercial internacional, a empresa pretende lançar rapidamente em mercados-chave e adaptar a estratégia às necessidades individuais dos pacientes, reconhecendo que a percepção social influencia a busca por tratamento.
A obesidade surge como desafio estratégico para a Pfizer, diante da queda de demanda por vacinas e de um portfólio que demanda renovação. O novo fármaco está no estágio final de testes clínicos, sem data de lançamento definida.
O modelo de distribuição é estudado para vários territórios: farmácias em alguns locais e comércio eletrônico em outros, incluindo a China, com foco em pacientes que pagam do próprio bolso. O objetivo é ampliar o alcance de forma gradual.
Metsera tem dados limitados de eficácia, mas indicam perdas de até 12% do peso corporal em seis meses, em comparação com placebo. O desempenho frente aos rivais da Novo Nordisk e Eli Lilly permanece em avaliação pelos investidores.
A Pfizer destaca que o medicamento é mensal, o que pode simplificar a produção e reduzir o uso de ingrediente ativo em comparação a terapias semanais. A estratégia global visa mercados europeus e asiáticos simultaneamente.
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